O secretário nacional de Segurança Pública, Carlos Alberto dos Santos Cruz, disse neste domingo que as Forças Armadas estão preparadas para atuar na desobstrução das rodovias brasileiras e que não há chance de os militares cometerem erros. “Nosso pessoal é muito bem preparado, o prestígio que o Exército e as Forças Armadas têm são construídos pelo bom-senso, pela habilidade. Não existe o mínimo risco de se cometer qualquer erro, qualquer coisa fora de lei”, disse o general do Exército.
General da reserva do Exército Brasileiro, Cruz conversou com a imprensa ao chegar no Palácio do Planalto, em Brasília, para participar da reunião do gabinete de crise que monitora a paralisação dos caminhoneiros em todo o País. A manifestação dos caminhoneiros entrou neste domingo no sétimo dia e tem causado desabastecimento de combustíveis e alimentos em vários locais do País.
O general disse ainda que a Força Nacional não está atuando diretamente em operações nas rodovias porque tem um efetivo pequeno. “A Força Nacional está distribuída [em outras operações], não temos efetivo em reserva”, disse. “É um contingente pequeno, não é um contingente que possa influir decisivamente em qualquer ação”, indicou.
Atualmente a Força Nacional está com 1,2 mil homens, atuando em 16 operações em 11 Estados, como no combate ao roubo de cargas no Rio de Janeiro e no apoio a equipes do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) e da Fundação Nacional do Índio (Funai) no Pará e da Polícia Federal na fonteira com o Paraguai.
Houve envio de tropas para atuar especificamente na desobstrução de rodovias apenas para Minas Gerais, mas agentes de outras operações podem ser deslocados para atuar no auxílio das Polícias Militar e Rodoviária Federal, segundo o Ministério da Segurança Pública. O general, que estava na Coreia do Sul, participou das reuniões pela primeira vez neste domingo. Para ele, “não é questão nem de ver o certo ou o errado, é uma questão de regularizar, analisar com profundidade tudo aquilo que precisa”.
Questionado se o anúncio de greve dos petroleiros poderia representar um efeito cascata, o secretário nacional de Segurança Pública afirmou que é preciso evitar interesses partidários.
Sobre as reivindicações dos caminhoneiros autônomos, Cruz disse que são interesses naturais de categorias que estão pressionadas pela sua necessidade. “Espero que se chegue a uma conclusão, são coisas que precisamos regularizar para o bem-estar de todo mundo. Não é uma questão de ver o certo ou errado, mas de regularizar”, disse.
