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“Não podemos permitir que lunáticos tenham armas nucleares”, diz Trump

Norte-americano afirmou que a guerra "não deve se prolongar". (Foto: Reprodução)

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, disse durante evento na Casa Branca nesta terça-feira (17) que “não podemos permitir que lunáticos tenham armas nucleares”, em referência ao Irã. A declaração foi dada ao lado do primeiro-ministro da Irlanda, Micheál Martin, em reunião no tradicional encontro do Dia de São Patrício, que acabou dominada por perguntas sobre o Oriente Médio.

Trump ainda disse que vai levar ao menos 10 anos para que os iranianos “recuperem todo o dano que já lhes foi causado”. Ao ser questionado sobre o impacto da guerra para países como a Irlanda, que enfrentam alta nos preços de energia, Trump alegou que a ofensiva tem como objetivo eliminar uma ameaça nuclear.

“Tenho muitos amigos da Irlanda, e eles estão muito felizes por eu estar me livrando de uma potência nuclear, um terrorista nuclear”, afirmou.

O presidente norte-americano, que tem mudado o discurso sobre a duração esperada do conflito várias vezes, afirmou nesta terça que a guerra “não deve se prolongar”.

“Assim que essa guerra terminar, o que acontecerá em breve, os preços vão despencar. Podem apostar”, declarou.

A reunião ocorreu na Casa Branca como parte da tradicional visita anual do líder irlandês a Washington. O encontro, que normalmente tem tom simbólico, foi marcado neste ano pela escalada do conflito envolvendo Irã, Estados Unidos e Israel.

Apesar do foco na guerra, Trump também destacou a relação econômica entre os dois países e disse que o comércio bilateral deve crescer rapidamente.

Já Micheál Martin adotou um tom mais diplomático e ressaltou os laços históricos entre as nações, além da contribuição da comunidade irlandesa para os Estados Unidos. Para além da relação entre os EUA e Irlanda, Trump também comentou o não apoio dos países da Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan).

Trump disse que países da Otan, não concordaram em “se envolver com nossa operação militar contra o regime terrorista do Irã”. Afirmou estar “desapontado” com a decisão, que chamou de “tola”.

“Nós não precisamos deles (sócios da Otan), mas eles deveriam ter ajudado. Estão cometendo um erro muito tolo”, disse Trump durante encontro com o primeiro-ministro irlandês, Micheál Martin.

Antes, em sua rede social Truth Social, ele ainda escreveu que “nós não precisamos mais, nem desejamos, a ajuda dos países da Otan” e do Japão, da Austrália e da Coreia do Sul — que também negaram o pedido de Trump.

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