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“Não sei meu futuro, está difícil prever”, diz o ministro da Educação sobre a sua situação no governo

Ato de Weintraub anula decisão que obrigava federais a ter plano para “inclusão de negros, indígenas e pessoas com deficiência” em mestrado e doutorado. (Foto: Fabio Rodrigues Pozzebom/Agência Brasil)

O ministro da Educação, Abraham Weintraub, admitiu nesta terça-feira (16) que sua situação no governo é incerta. “Estou no cargo. Não sei meu futuro. Está difícil prever”, afirmou. Ainda no domingo (14), o presidente Jair Bolsonaro ficou “muito irritado” com a ida de Weintraub à manifestação pró-governo naquela manhã, em Brasília.

O presidente disse publicamente que o ministro “não foi muito prudente” ao participar dos atos e que esse é um “problema que estamos tentando solucionar”. Em conversa com manifestantes no domingo, gravada em vídeo, Weintraub voltou a se referir a ministros do STF (Supremo Tribunal Federal) como “vagabundos”, como fez na reunião ministerial de 22 de abril.

“O STF estava sem razão de reclamar de uma fala numa reunião que o Celso de Mello expôs. Todo mundo enxergava isso. Agora o Abraham foi lá e deu razão para o STF”, avaliou esse auxiliar presidencial.

Bolsonaro já teria pedido a ministros e assessores sugestões de substitutos para Weintraub. O presidente quer nomes que agradem à militância como o do atual titular do MEC (Ministério da Educação).

Segundo auxiliares, Bolsonaro busca uma “saída honrosa” para Weintraub, o que pode ser a indicação para uma embaixada, uma assessoria especial no Planalto ou até para número 2 de Onyx Lorenzoni no Ministério da Cidadania. O titular do MEC teve uma reunião com o presidente nesta segunda-feira (15).

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