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“Não sou religioso”, disse o procurador-geral da República sobre o pacto diabólico mencionado por Lula

Procurador-geral Rodrigo Janot deve fechar mais seis acordos de delação até sua saída. (Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil)

O procurador-geral da República, Rodrigo Janot, respondeu as críticas feitas pelo ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, que disse ser vítima de “um pacto quase diabólico entre a mídia, a Polícia Federal, o Ministério Público e o juiz que está apurando todo esse processo”.

“O que eu posso dizer é que eu não sou religioso”, rebateu Janot, em café da manhã com jornalistas na sede da Procuradoria-Geral da República. No evento, ele apresentou um balanço das atividades da instituição neste ano. Em referência a Lula, Janot defendeu o direito de qualquer cidadão externar suas críticas. Mas não quis comentar a atuação da força-tarefa da Lava-Jato.

O procurador-geral também sugeriu preocupação com propostas que tramitam no Congresso e que podem ter o objetivo de barrar a Lava-Jato. Ele comparou a situação brasileira à da Itália, onde a operação Mãos Limpas sofreu uma reação dos centros de poder político ou econômico, que buscaram a autopreservação.

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