Ex-ministro da Aviação Civil e um dos auxiliares mais próximos do vice-presidente Michel Temer, Eliseu Padilha (PMDB-RS) minimizou na terça-feira o impacto em seu partido da Operação Catilinárias, nova fase da Lava-Jato. “Tem muita gente presa já, e não tem ninguém preso do PMDB. É um processo que está em andamento, não vejo nada demais”, afirmou Padilha, após encontro com o vice.
O peemedebista disse que o partido apoia a ação da Polícia Federal e diz ter “certeza absoluta” de que as ações de busca e apreensão de terça-feira não causam nenhum tipo de preocupação ao PMDB. A ação envolveu buscas na casa do presidente da Câmara dos Deputados, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), além dos ministros do PMDB Celso Pansera (Ciência e Tecnologia) e Henrique Eduardo Alves (Turismo).
“O PMDB existe nas 27 unidades da federação brasileira, é o maior partido do Brasil. Temos alguns nomes que estão sendo investigados, por enquanto só investigados. Não tem ninguém nosso preso”, acrescentou Padilha. Durante toda a manhã de terça-feira, o vice-presidente se reuniu com deputados da legenda, que já demonstraram posição favorável ao impeachment da presidenta Dilma Rousseff. Entre eles, estão os congressistas Osmar Terra (RS), Lelo Coimbra (ES) e Baleia Rossi (SP).
“Não tem ninguém do PMDB preso”, diz Eliseu Padilha sobre operações da Polícia Federal

Ex-ministro da Aviação Civil e um dos auxiliares mais próximos do vice-presidente Michel Temer, Eliseu Padilha minimizou o impacto em seu partido da Operação Catilinárias, nova fase da Lava-Jato. (José Cruz/Agência Brasil)