A ceia de Natal dos 20 presos da Operação Lava-Jato, que passarão o Natal em Curitiba (PR), será modesta. Na celebração, só o panetone está garantido. Carne de peru, apenas se levada por familiares. Mas a iguaria é só para os presos do CMP (Complexo Médico Penal), em Pinhais, região metropolitana da capital paranaense, onde estão Marcelo Odebrecht, o ex-ministro José Dirceu e o ex-tesoureiro do PT João Vaccari Neto.
Ao contrário da carceragem da PF (Polícia Federal), o CMP permite que os familiares levem uma ceia mais completa. Mas há regras: pratos refinados, por exemplo, não entram. Os presos poderão receber uma porção de arroz, macarrão, maionese, panetone e uma carne sem osso. Além de bolos, chocolates, frutas cortadas, sanduíches e dois litros de sucos ou refrigerantes. Pratos mais elaborados, como arroz com pato ou codornas recheadas, poderão ser confiscados. O motivo é que o refinamento poderia causar desconforto aos outros presos. “É importante que tragam uma quantidade boa. Na cadeia, pega mal não dividir comida. Ainda mais quando é boa”, disse um agente penitenciário.
Os detentos não poderão receber presentes ostensivos. Roupas e sapatos são permitidos. Os familiares também poderão almoçar no dia 25 com o preso. (AG)
