A possibilidade de naufrágio ganhou força na investigação sobre o desaparecimento dos imigrantes brasileiros nas Bahamas desde novembro passado. Nessa terça-feira, em uma audiência pública na Câmara dos Deputados, representantes do Ministério das Relações Exteriores apresentaram dados sobre a apuração do caso, que envolve uma provável tentativa de migração ilegal para os Estados Unidos pelo Oceano Atlântico.
A reunião havia sido convocada pela Comissão Externa do Legislativo que trata do assunto, criada no mês passado. O grupo ainda deve ouvir representantes da Polícia Federal e de familiares dos desaparecidos, além de realizar visitas às embaixadas dos países envolvidos.
O embaixador Henrique Sardinha Pinto, subsecretário-geral das Comunidades Brasileiras e de Assuntos Jurídicos do Itamaraty, expôs a cronologia das ações do governo desde o ano passado. Ele apresentou as datas e outros detalhes de cada contato feito pelos familiares, jornalistas e autoridades internacionais com o governo brasileiro por meio da Embaixada do Brasil em Nassau, nas Bahamas, e do Consulado-Geral do Brasil em Miami (EUA).
Perigo
Os pontos destacados como relevantes pelo embaixador foram os momentos em que autoridades policiais ou diplomáticas levantaram a possibilidade de naufrágio, dada as características geográficas da região, onde é alta a ocorrência de acidentes sem vestígios. Segundo Sardinha Pinto, passados quatro meses desde o último contato feito pelos integrantes do grupo desaparecido, a tese de que os imigrantes estariam em cárcere privado perde força.
“Uma hipótese que não pode se descartar é o naufrágio. Esta tem que estar presente em todas as nossas avaliações, ainda que por parte das guardas costeiras dos Estados Unidos e das Bahamas não se tenha localizado nenhum sinal que fosse de um naufrágio ocorrido na data em que eles teriam partido das Bahamas,” ressaltou o diplomata.
