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Netflix aumenta preços em até 23% no Brasil; veja novos valores

Plano Premium teve maior aumento no novo reajuste. (Foto: Reprodução)

Pela primeira vez desde 2024, a Netflix terá um aumento de preço no Brasil. O streaming comandado por Ted Sarandos e Greg Peters anunciou um reajuste em todos os seus planos em território nacional, com preços chegando a subir até 23,9%.

O plano mais afetado foi o Premium, que foi de R$ 59,90 para R$ 71,90, um total de 20% e R$ 12 de diferença. Os novos preços da Netflix para a categoria padrão com anúncios, passou de R$20,90 para R$25,90 (reajuste de 23,9%). Já a modalidade padrão passou de R$44,90 para R$51,90 (reajuste de 15,6%).

O último reajuste do preço da Netflix foi em maio de 2024, quando os valores subiram uma média de 12%.

A mudança vem em meio a um cenário negativo para a Netflix nos últimos meses. Depois de uma tentativa frustrada de comprar a Warner, o streaming anunciou a demissão de cerca de mil funcionários. Os desligamentos, que afetam 6% da força de trabalho da Netflix, foram comunicados em e-mail.

A pioneira do streaming enfrenta forte concorrência pela audiência de rivais tradicionais e do YouTube. A companhia empregava cerca de 16 mil pessoas no final do ano passado, mais da metade delas nos Estados Unidos. A maior parte dos cortes ocorrerá nas equipes de produtos, tecnologia, jurídico e recursos humanos, escreveram os co-CEOs Greg Peters e Ted Sarandos em um e-mail enviado aos funcionários, segundo uma cópia do comunicado obtida pela Bloomberg.

“Decisões como essas nunca são fáceis, e não as tomamos levianamente”, escreveram os executivos. Eles acrescentaram que o negócio da Netflix está “forte e em crescimento, e continuamos no caminho certo para cumprir nossa previsão para o ano inteiro”. Um representante da Netflix se recusou a fazer comentários adicionais.

As ações da Netflix caíam menos de 1% na manhã desta quarta-feira, em Nova York. Os papéis acumulam queda de 25% neste ano, em comparação com a valorização de 13% do índice S&P 500.

No início deste ano, a Netflix perdeu a disputa pela aquisição da Warner Bros. Após travar uma acirrada disputa pelo controle da empresa com a pioneira do streaming, a Paramount Skydance concluiu no dia 6 deste mês a aquisição da Warner Bros., por US$ 110 bilhões, concretizando uma das maiores fusões da história do setor de mídia.

Os investidores interpretaram a tentativa de comprar o estúdio de Hollywood, e garantir seu acervo de personagens e histórias consagrados, como um sinal de fragilidade subjacente.

Em Wall Street, a percepção sobre as ações da empresa se deteriorou diante das crescentes preocupações com o crescimento e do enfraquecimento do engajamento dos assinantes.

Analistas também manifestaram preocupação com a falta de grandes sucessos recentes da Netflix, o que pode estar prejudicando a capacidade do serviço de streaming de manter os espectadores. O engajamento cresceu apenas 2% no período mais recente, e a empresa registrou seu menor número de vitórias no Emmy em uma década.

A Netflix vem buscando maneiras de incentivar seus 325 milhões de assinantes a passar mais tempo na plataforma e, assim, atrair mais receita publicitária, à medida que o crescimento perde ritmo.

Diante das dificuldades para manter os espectadores acompanhando séries além da primeira temporada, a empresa ampliou sua atuação em esportes e eventos ao vivo, podcasts em vídeo e programas de alguns dos maiores criadores do YouTube, intensificando a concorrência com o serviço de streaming do Google na disputa por talentos e audiência.

Na recente conferência Bloomberg Screentime, Sarandos reconheceu que a Netflix não estava crescendo tão rapidamente quanto ele gostaria e afirmou: “Estamos trabalhando para acelerar esse ritmo”.

(Com informações do O Estado de S. Paulo e O Globo)

 

 

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