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No acumulado de 12 meses, a diferença entre o que o País gastou e o que recebeu nas transações internacionais alcançou saldo negativo de US$ 77,7 bilhões

O Brasil registrou déficit em suas transações correntes de US$ 4,943 bilhões em novembro. (Foto: Marcello Casal Jr/ABr)

O Brasil registrou déficit em suas transações correntes de US$ 4,943 bilhões em novembro, conforme divulgado nessa sexta-feira (19) pelo Banco Central (BC). No mesmo mês de 2024, o saldo da conta corrente foi negativo em US$ 4,418 bilhões.

Já no acumulado de 12 meses, a diferença entre o que o País gastou e o que recebeu nas transações internacionais relativas a comércio, rendas e transferências unilaterais alcançou saldo negativo de US$ 77,733 bilhões, o equivalente a 3,47% do Produto Interno Bruto (PIB) estimado pela autoridade monetária.

Para 2025, o BC calcula déficit em conta corrente de US$ 76 bilhões, conforme divulgado pela autoridade monetária no último Relatório de Política Monetária.

Investimento Direto

O ingresso líquido do Investimento Direto no País (IDP) somou US$ 9,820 bilhões em novembro, segundo o BC. Em novembro do ano passado, por sua vez, o IDP tinha somado US$ 5,664 bilhões.

Fazem parte do IDP os recursos destinados à participação no capital e os empréstimos diretos concedidos por matrizes de empresas multinacionais as suas filiais no país e vice-versa. O retorno de investimento brasileiro no exterior também integra essas estatísticas.

Nos 12 meses encerrados em novembro, o IDP somou US$ 84,325 bilhões, ou 3,76% do Produto Interno Bruto (PIB), contra 3,25% do PIB vistos em igual período de 2024.

O BC calcula IDP de US$ 75 bilhões para 2025, conforme divulgado no Relatório de Política Monetária.

Já os investimentos estrangeiros em carteira tiveram saída líquida de US$ 1,413 bilhão em novembro. Em novembro de 2024, por sua vez, houve entrada de US$ 3,456 bilhões.

No mercado de renda fixa, saíram liquidamente US$ 454 milhões em novembro. Considerando apenas as negociações no país nesse segmento, o resultado foi negativo em US$ 1,763 bilhão. No mercado externo, o resultado foi positivo em US$ 1,310 bilhão.

Já o fluxo de investimentos estrangeiros em ações via bolsas de valores resultou em saída de US$ 670 milhões no mês, considerando tanto aplicações via bolsa brasileira quanto via Bolsa de Nova York.

Para 2025, o BC calcula que haverá ingresso líquido de investimentos em carteira de US$ 10 bilhões, conforme divulgado no Relatório de Política Monetária.

Lucros e dividendos

A remessa líquida de lucros e dividendos das empresas para o exterior ficou em US$ 4,818 bilhões em novembro. Em novembro de 2024, por sua vez, a remessa foi de US$ 4,251 bilhões.

O BC calcula remessa líquida de US$ 51 bilhões em lucros e dividendos para 2025, conforme divulgado no Relatório de Política Monetária.

Taxa de rolagem

As novas emissões de dívida externa de médio e longo prazo por empresas privadas e estatais somaram o equivalente a 104% das amortizações vencidas ao longo de novembro, de acordo com o BC. Rolagem abaixo de 100% mostra que as novas colocações foram insuficientes para cobrir todos os pagamentos. Em novembro de 2024 a taxa de rolagem havia sido de 78%.

Para empréstimos tomados diretamente, ou seja, sem emissão de títulos no mercado internacional, o BC apurou taxa de rolagem de 130% em novembro (105% em novembro de 2024). Para emissões envolvendo lançamento de títulos, como bônus, “notes” e “commercial papers”, o percentual foi de 30% no período (29% em novembro de 2024). As informações são do jornal Valor Econômico.

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