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No Brasil, 190 novas mortes por coronavírus foram registradas em 24 horas. O total desde o início da pandemia é de 160.074

A taxa de mortalidade é de 76,2 casos a cada 100 mil habitantes no Brasil. (Foto: Reprodução)

O Painel Coronavírus do Ministério da Saúde informa que mais 190 pessoas morreram por causa da covid-19 no Brasil nas últimas 24 horas, conforme registros oficiais nesta segunda-feira (2). Com isso, o total de mortos é de 160.074 desde 27 de março. A taxa de mortalidade é de 76,2 casos a cada 100 mil habitantes. No total, a letalidade é de 2,9%.

De acordo com a atualização, 10,1 mil pessoas tiveram registradas novas contaminações. O balanço totaliza 5,545 milhões casos do novo coronavírus – incidência de 2.639 casos a cada grupo de 100 mil habitantes. Segundo o ministério, 4,980 milhões de pessoas recuperaram a saúde depois da infecção. Mais de 404 mil casos seguem em acompanhamento.

A Região Sudeste registra um total de 1,944 milhão de casos de infecção pela covid-19 e 72,8 mil mortes. A região é seguida pelo Nordeste com 1,480 milhão de casos e 42,2 mil mortes. No Sul, são 722,7 mil casos e 14,8 mil mortes. No Norte do País, 703,4 mil pessoas se infectaram e 15,9 mil foram a óbito.

No Centro-Oeste, há 694,8 mil casos de contaminação e 14,8 mil casos de morte. As piores taxas de incidência e de mortalidade por 100 mil habitantes estão nesta região: 4.263,6 pessoas se infectaram e 91,1 morreram a cada grupo de 100 mil habitantes.

Fiocruz

A presidente da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), Nísia Trindade, espera que comece até março do ano que vem a imunização contra a covid-19 com a vacina desenvolvida pela Universidade de Oxford e pela farmacêutica AstraZeneca. A Fiocruz assinou um acordo, em agosto, para transferência de tecnologia e produção dessa vacina no Brasil. Segundo Nísia, a produção deve começar entre janeiro e fevereiro.

“A nossa expectativa é que possamos encaminhar todo esse processo da vacina que precisa ter a validação da pesquisa. Entre os meses de janeiro e fevereiro estaremos iniciando a produção. Todo trabalho acompanhado pela agência Anvisa [Agência Nacional de Vigilância Sanitária] e, assim, temos toda a esperança que possamos, no primeiro trimestre de 2021, iniciar esse processo de imunização, como um dos instrumentos importantes para que nós possamos lidar com essa pandemia e todos os impactos na nossa sociedade”, disse Nísia.

Nísia destacou que a vacina é fundamental, mas é uma das ações de saúde pública que a Fiocruz vem desenvolvendo. “No nosso caso, primeiro, nós afirmamos a importância da vacina como instrumento de saúde pública e a importância que o mundo tenha até mesmo mais de uma vacina, dadas as condições dessa doença, em que há ainda tantas perguntas sem respostas”, disse.

A presidente explicou que o acordo com a Universidade de Oxford e a farmacêutica AstraZeneca e define uma encomenda tecnológica, assegurando ao Brasil 100 milhões de doses de vacina no primeiro semestre de 2021, que é fruto de uma prospecção realizada na Fiocruz, pela Secretaria de Insumos Estratégicos do Ministério da Saúde e de uma ação interministerial que culminou com encaminhamento de uma medida provisória pela Presidência da República para o Congresso Nacional.

Nísia chamou atenção ainda para a transferência de tecnologia para o Brasil. “Significa a nacionalização desta vacina que será integralmente produzida por Bio-Manguinhos/Fiocruz. Isso ocorrerá a partir do segundo semestre de 2021. É mais um importante desenvolvimento da ciência brasileira e da Fiocruz”, observou.

Ela destacou, no entanto, que é importante salientar que o calendário de vacinação é definido pelo Programa Nacional de Imunização do Ministério da Saúde e depende do desenvolvimento da fase 3 dos testes clínicos. “É uma pesquisa fundamental para avaliação da eficácia e segurança da vacina e do registro da Anvisa, a partir de um conjunto de dados que vão dos resultados da pesquisa, às condições de produção e ao controle de qualidade que faremos em Bio-Manguinhos, na Fiocruz. Portanto, é um processo complexo que envolve várias etapas simultâneas. Nós podemos, sim, dar uma mensagem de esperança que veio da ciência e da saúde Pública”, afirmou.

Segundo Nísia, ao mesmo tempo a Fiocruz contribui com testes clínicos de outras vacinas em uma visão de que não é uma competição, mas ações voltadas para a vacina como bem público. A presidente acrescentou que a fundação tem ainda dois projetos importantes para o desenvolvimento de vacinas nacionais, mas que ainda não estão em fase de testes clínicos, que são a de Bio-Manguinhos e a produzida em cooperação entre a Fiocruz de Minas Gerais e a Universidade Federal de Minas Gerais. “São dois caminhos promissores da ciência brasileira, porque temos que aprender muito sobre esse vírus e certamente novas vacinas serão necessárias”.

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