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No Carnaval cresce o risco de proliferação de doenças infecciosas

O calendário de festas populares é extenso neste mês de fevereiro. (Foto: Reprodução)

O calendário de festas populares é extenso neste mês de fevereiro. E com tantos eventos de grandes aglomerações, como o Carnaval, cresce o risco de proliferação de doenças infecciosas. Entre as mais comuns neste período estão as doenças respiratórias, infecções transmitidas pelo contato direto, Infecções Sexualmente Transmissíveis (ISTs), problemas gastrointestinais e doenças virais típicas do Verão.

Doenças respiratórias

As doenças respiratórias como gripe por influenza, Covid, vírus sincicial respiratório entre outras tendem a se espalhar com maior facilidade devido à concentração de pessoas em festas, blocos e camarotes, aponta o infectologista e consultor do Sabin Diagnóstico e Saúde, Claudilson Bastos.

“Por conta disso, é importante manter a vacinação em dia, evitando, desta forma, complicações mais graves para essas doenças”, orienta o especialista.

Porta de entrada

Outra porta de entrada para a contaminação pode ser o beijo. O contato próximo favorece a transmissão de infecções como mononucleose e herpes, lembra o infectologista.

Ponto de atenção

Outro ponto de atenção, desta o especialista, são as ISTs como sífilis, HIV, HPV (Papilomavírus Humano), gonorreia, clamídia, herpes genital e hepatites virais. “O clima de descontração deste período e o aumento das relações sexuais ocasionais tornam fundamentais o uso de preservativos como principal forma de prevenção, além da Profilaxia Pré-Exposição (PrEP), um medicamento antirretroviral oferecido pelo Sistema Único de Saúde (SUS), mediante acompanhamento médico, para prevenir a infecção pelo vírus HIV”, afirma ele, lembrando da importância da vacinação contra algumas ISTs, como HPV e a hepatite B.

Alimentos

O consumo de alimentos mal conservados ou água contaminada também podem causar problemas gastrointestinais – como diarreia por Salmonella e hepatite A. Claudilson Bastos afirma que é preciso redobrar o cuidado com a procedência do que é ingerido, especialmente nas ruas, e com a higiene das mãos, que deve ser feita com frequência para evitar que elas sejam levadas sujas à boca ou aos olhos.

 

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