No debate de ontem na Band, Flávio Bolsonaro questionou se Lula conhecia a lobista Roberta Luchsinger, e as relações dela com seu filho, Lulinha. Lula disse que Roberta “é um caso para a Polícia Federal”. Colocou Lula na defensiva ao mencionar o roubo aos aposentados do INSS e afirmar que “o povo vai aposentá-lo mas fique tranquilo pois nós não vamos mexer na tua aposentadoria”. Foi o primeiro debate reunindo os dois principais candidatos à presidência da República.
Repetindo o último debate
Lula e Flávio Bolsonaro reeditam um momento do debate entre o petista e Jair Bolsonaro em 2022. “Fica aqui do meu lado”, pediu o senador do PL ao presidente, que respondeu: “Não quero ficar perto de você.”
Sergio Moro e Deltan na primeira fila
Lula pediu para que Flávio Bolsonaro responda sobre suas relações com Daniel Vorcaro. O senador ignorou a pergunta e relembrou a condenação por corrupção de Lula.
“Quem te prendeu está aqui”, disse o candidato do PL, citando as presenças dos protagonistas da Operação Lava Jato que prendeu Lula: ex-juiz Sérgio Moro e do ex-procurador Deltan Dallagnol no estúdio.
Montenegro, que dirigiu o Ibope, prevê vitória de Flávio Bolsonaro: “É o eleitor silencioso que resolve.”
Em entrevista ao Brazil Journal, Carlos Augusto Montenegro passou mais de quatro décadas à frente do Ibope, acompanhando eleições e ajudando a transformar as pesquisas de opinião em um dos principais termômetros da política brasileira. O empresário acha que esses termômetros estão com problemas – e que os institutos podem estar subestimando a vantagem de Flávio Bolsonaro sobre Lula.
Mesmo depois de a Quaest e o Datafolha mostrarem uma disputa de 51% a 49%, Montenegro acredita que a distância real entre os candidatos pode ser maior.
“Quando vejo um resultado de 51% a 49%, não duvido que possa estar correto dentro da margem de erro. Mas, olhando para o primeiro turno, prefiro interpretar esse resultado como algo mais próximo de 53% a 47%”, avalia.
Montenegro vê uma tendência estrutural de crescimento da centro-direita no Brasil, agravada pela avaliação negativa do governo Lula e pela dificuldade da esquerda em se renovar.
“Quem decide a eleição não está na rua: ele está em casa. É o eleitor silencioso que resolve,” disse.
Por quê? Porque todos os institutos erraram no primeiro turno. Davam o Lula na frente por um, dois ou três pontos. O Datafolha, por exemplo, chegou a mostrar 45% a 42%.
Então considero a possibilidade de a distância real ser maior. Não estou dizendo que a pesquisa necessariamente esteja errada. Mas depois do primeiro turno passei a ler esses números de outra maneira.
A “bomba” Roberta Luchsinger sobre Lula e o governo: “Eu não vou poupar ninguém”
Considerada por adversários uma bomba capaz de afetar a campanha de Lula, no sábado (17) em entrevista à CNN Brasil, a lobista Roberta Luchsinger atacou o presidente, revelou como eram suas relações com Lulinha, e com ministros do governo. Roberta revelou estar recebendo ameaças: “qualquer coisa que acontecer comigo ou com as minhas filhas vai ter a digital do presidente da República, vai ter a mão do presidente da República, vai ter o X de sangue que ele fez na minha testa”. Disse querer fazer um acordo de delação premiada e afirmou que não irá poupar nem Lula, nem Lulinha.
“(A Polícia Federal) vai poder fazer o trabalho dela investigativo e contar com minha absoluta colaboração. Eu não vou poupar ninguém. Pode ser o presidente da República, que a meu ver é um grande mau-caráter, é um grande mentiroso, e eu repito, um grande covarde. Não vou poupar filho de presidente, ninguém, porque o que está em questão é a verdade”, disse Roberta.
Marcel van Hattem no ato da Avenida Paulista: “Não podemos parar, não podemos ficar de bobeira”.
“O momento mais importante dessa eleição ainda está por vir. Não podemos parar, não podemos ficar de bobeira, porque o outro lado fica ofendendo e mentindo. E a gente aqui está mostrando que faz mais, porque quer um Brasil vitorioso, o Brasil da esperança, o Brasil que vai vencer com o Flávio Bolsonaro” afirmou o senador eleito Marcel van Hattem (NOVO-RS) ao participar ontem (18) da manifestação na Avenida Paulista, em São Paulo, ao lado de Flávio Bolsonaro (PL), candidato à Presidência da República. O ato encerrou um fim de semana de mobilizações em apoio à candidatura de Flávio em diferentes regiões do país, com milhares de participantes. No sábado (17), Marcel esteve em Florianópolis (SC), onde participou de uma motociata, e em Curitiba (PR), onde também houve manifestação em apoio ao candidato. Os atos contaram com a presença de lideranças políticas da Região Sul, entre elas o governador reeleito de Santa Catarina, Jorginho Mello (PL), os governadores eleitos Sergio Moro (Paraná) e Luciano Zucco (Rio Grande do Sul), além dos senadores eleitos Sanderson (PL-RS), Deltan Dallagnol (NOVO-PR), Filipe Barros (PL-PR), Carol de Toni (PL-SC) e Carlos Bolsonaro (PL-SC).
Flavio Pereira
@flaviorrpereira
