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No Fórum Econômico Mundial, o superministro da Economia, Paulo Guedes, disse a investidores que haverá consenso para aprovar a reforma da Previdência

Segundo o ministro da Economia, governo vai se empenhar em aprovar as reformas no Congresso. (Foto: Marcello Casal Jr./Agência Brasil)

Enquanto o presidente Jair Bolsonaro ignorou a reforma da Previdência no discurso de abertura do Fórum Econômico Mundial, em Davos (Suíça), e foi campeão de brevidade em sua apresentação, o ministro da Economia, Paulo Guedes, tratou de transmitir uma mensagem forte aos investidores em encontro promovido pelo Itaú Unibanco. Guedes afirmou que haverá consenso no Congresso para aprovar a proposta de emenda constitucional.

Investidores que estiveram no almoço organizado pelo banco brasileiro comentaram que a palestra de Guedes “foi um show”. “Durante 90 minutos, ele narrou com maestria os planos para a economia. Foi animador”, disse um banqueiro que também assistiu ao discurso de Bolsonaro.

“Foi uma mensagem forte”, segundo alguns dos presentes.

“Foi um discurso liberal e propositivo. Música para os ouvidos dos investidores”, disse o governador de São Paulo, João Doria, que participou do almoço, e acrescentou que a reforma vai ser aprovada com apoio do Congresso:

“Há total chance de passar no Congresso. De 27 governadores, 22 estão comprometidos com a reforma da previdência.”

Foi o almoço mais concorrido organizado pelo banco nos últimos anos. Estiveram presentes, o presidente do Conselho de Administração do Bradesco, Luiz Trabuco, e o presidente do BTG Pactual, André Esteves. Um dos anfitriões do evento, o economista-chefe do Itaú Unibanco, Mário Mesquita, afirmou que o ministro não entrou em detalhes sobre calendário das reformas, mas passou confiança.

Na semana passada, assessores do governo, em Brasília, citavam o compromisso com a aprovação da reforma da Previdência como trunfo a ser usado por Bolsonaro no discurso inaugural de Davos.

A expectativa agora se volta para a entrevista que o ministro da Economia dará nesta quarta-feira (23), no centro de mídia do Fórum. Até lá, segundo assessores, Guedes não dará entrevistas sobre reuniões bilaterais de sua agenda em Davos. A explicação do governo é que há uma recomendação do Fórum para que Guedes não fale antes da coletiva oficial.

No discurso, Bolsonaro citou os ministros Guedes, Sérgio Moro (Justiça) e Ernesto Araújo (Relações Exteriores). Sobre Guedes, Bolsonaro disse que a equipe econômica colocará o Brasil no ranking dos 50 melhores países para se fazer negócios no mundo.

No encontro do Itaú, para rebater a preocupação dos investidores com o risco de o Congresso travar a aprovação da reforma, Guedes colocou suas fichas numa frente ampla de governadores para apoiá-lo.

 

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