Ícone do site Jornal O Sul

Nos EUA, senador republicano John McCain decide suspender tratamento contra câncer no cérebro

O senador John McCain fala durante uma conferência em Washington, em outubro de 2017. (Foto: Reprodução)

O senador John McCain, que foi diagnosticado com câncer no cérebro no ano passado, tomou a decisão de interromper o tratamento médico, disse sua família em um comunicado nesta sexta-feira (24). McCain, de 81 anos, foi diagnosticado em julho do ano passado com glioblastoma (tumor cerebral). Ele combateu no Vietnã, onde foi prisioneiro por mais de cinco anos. Desde 1987 é senador pelo Arizona. Em 2008, perdeu a eleição presidencial para o democrata Barack Obama.

“No verão passado, o senador John McCain compartilhou com os americanos a notícia que nossa família já sabia: ele havia sido diagnosticado com um glioblastoma agressivo e o prognóstico era sério. No ano seguinte, John superou as expectativas de sobrevivência. Mas o progresso da doença e o avanço inexorável da idade deram seu veredito. Com sua habitual força de vontade, ele agora decidiu descontinuar o tratamento médico”, disse em um comunicado a família do republicano do Arizona.

A declaração prossegue: “Nossa família é imensamente grata pelo apoio e gentileza de todos os seus cuidadores durante o ano passado, e pela contínua manifestação de preocupação e afeto de muitos amigos e associados de John, e dos muitos milhares de pessoas que o estão mantendo em suas orações. Deus abençoe e obrigado a todos.”

Desde a chegada de Donald Trump à Casa Branca, a relação de McCain com ele foi muito tensa, já que o influente senador não aprova muitas políticas de Trump e nem a sua maneira de conduzir as relações externas. Em maio, o jornal “New York Times” revelou que McCain deu instruções para as pessoas mais próximas a ele para que Trump não vá ao seu funeral, e que no lugar esteja o vice-presidente Mike Pence.

McCain pediu para ser substituído no Senado por alguém de sua total confiança. Segundo o “NY Times”, essa pessoa poderia ser a mulher do político, Cindy, que ocuparia o cargo até as eleições de novembro.

Malucos

McCain era conhecido por dizer o que pensava, o que levou a uma rixa com o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, que se intensificou em 2015 quando o senador disse que a candidatura de Trump havia “estimulado os malucos”. Trump retrucou dizendo que o senador não era “um herói de guerra”, e citou os cinco anos e meio que McCain passou como prisioneiro do Vietnã do Norte, afirmando: “Eu gosto de pessoas que não foram capturadas.”

No Verão do ano passado, dias depois de ter conhecido o diagnóstico, marcou presença no Senado para votar contra propostas do seu partido para pôr fim à reforma de cuidados de saúde aprovada por Barack Obama. No dia da votação, McCain fez um discurso principalmente dirigido aos seus colegas do Partido Republicano que ficou marcado por uma declaração: “Não somos subordinados do Presidente; somos iguais a ele.”

Sair da versão mobile