A 27ª fase da Operação Lava-Jato atinge indiretamente o ex-presidente Lula. Presos temporariamente como alvos centrais da Operação Carbono 14, o empresário Ronan Maria Pinto e o ex-secretário-geral do PT Silvio Pereira são peças centrais de uma suposta “operação abafa” iniciada em 2004. O objetivo seria evitar a divulgação de escândalos de corrupção envolvendo o PT.
Em seu termo de delação premiada, o ex-líder do governo no Senado Delcídio do Amaral (ex-PT-MS) declarou que “o empréstimo tomado por José Carlos Bumlai junto ao banco Schahin, no valor de 12 milhões de reais, foi destinado ao pagamento de chantagens efetuadas por empresário de nome Ronan contra a cúpula do PT”.
A operação foi realizada pelo pecuarista José Carlos Bumlai, amigo de Lula, preso desde novembro, com ajuda do Grupo Bertin. Em depoimento, ele admitiu que realizou o falso empréstimo para atender a pedido do PT. O suposto envolvimento de Lula em outras possíveis operações de compra de silêncio foi citado na Lava-Jato. Uma delas envolvendo o repasse de quase 6 milhões de reais via doleiro Alberto Youssef para uma agência de publicidade. O ex-presidente nega o envolvimento. (AE).2020
