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Nova fase da Operação Lava-Jato investiga compra de terreno para o Instituto Lula

Segundo o MPF, planilha apreendida nas investigações indica que "os subornos repassados a Antônio Palocci também envolveram a aquisição do terreno inicialmente destinado à construção da nova sede do Instituto Lula" (Foto: Ricardo Stuckert/Instituto Lula)

No despacho em que determinou a prisão do ex-ministro Antonio Palocci, o juiz federal Sérgio Moro apontou que as investigações mostram provas de que o Grupo Odebrecht comprou, em nome de terceiros, um terreno em São Paulo que seria usado para instalação do Instituto Lula, em 2010, quando Lula ainda era presidente da República.

O terreno apontado nas investigações fica na rua Dr. Haberbeck Brandão, na Vila Clementino, na Zona Sul de São Paulo, mas o instituto acabou sendo instalado em outro local, no bairro do Ipiranga. A respeito desse fato, Moro afirmou no despacho que as investigações ainda não deixaram claro se o imóvel ficou mesmo com o Instituto Lula ou se foi dada outra destinação ao terreno.

Para o juiz, os indícios mostram que os envolvidos cogitaram, a princípio, usar o amigo de Lula, José Carlos Bumlai, como “laranja” na operação, mas acabou sendo utilizada uma empresa cujo dirigente mantinha boas relações com Marcelo Odebrecht.

Segundo o MPF (Ministério Público Federal), planilha apreendida nas investigações indica que “os subornos repassados a Antonio Palocci também envolveram a aquisição do terreno inicialmente destinado à construção da nova sede do Instituto Lula”. “A partir das provas analisadas, há indicativos de que a aquisição do terreno inicialmente destinado ao Instituto Lula foi acertada com o ex-ministro, tendo sido o valor debitado das vantagens indevidas pactuadas. Identificaram-se ainda registros de que, além do repasse de mais de R$ 12 milhões anotados na planilha ‘Programa Especial Italiano’, vinculados a ‘IL’, Antonio Palocci participou de reunião com Marcelo Odebrecht e Roberto Teixeira, bem como recebeu, por intermédio de Branislav Kontic, documentos encaminhados via e-mail pelo presidente do grupo empresarial, relacionados à compra do terreno – em mensagens sob o título ‘Prédio Institucional’, ‘Prédio do Instituto’ e planilha intitulada ‘Edificio.docx’–”, de acordo com a Procuradoria. (Folhapress) 

 

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