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Nova vacina chinesa tem quase 78% de eficácia contra a variante delta do coronavírus

Assim como ocorreu às outras faixas etárias, brasileiros que se encaixam na regra só podem tomar reforço 4 meses após a terceira. (Foto: Fabio Pozzebom/Agência Brasil)

Na última sexta-feira (27), a farmacêutica chinesa Chongqing Zhifei Biological Products anunciou que uma primeira análise dos resultados da última fase de testes clínicos da sua vacina contra covid-19, a ZF2001, apontou 82% de eficácia geral. De acordo com a fabricante, o imunizante aplicado em três doses também apresentou eficácia de cerca de 92% contra a variante alfa e 78% contra a delta.

Apesar do anúncio, os dados ainda não foram publicados e revisados por pares. Segundo o jornal South China Morning Post, a fase três dos testes clínicos, último estágio antes do pedido para aprovação, incluiu 28.500 adultos, e os resultados foram baseados em uma análise provisória de 221 infecções no grupo.

Os testes foram realizados no Equador, na Indonésia, no Paquistão, na China e no Uzbequistão. Nos dois últimos países, a vacina recebeu aprovação emergencial em março e é aplicada desde então — ainda que a fase três dos testes só tenha chegado ao fim agora.

O imunizante foi desenvolvido pela Anhui Zhifei Longcom Biopharmaceutical, uma subsidiária da Chongqing Zhifei Biological Products, em parceria com o Instituto de Microbiologia da Academia Chinesa de Ciências. Entre as sete vacinas em uso atualmente na China, ela é a única que utiliza a tecnologia de proteína recombinante.

Essa é a mesma plataforma adotada pela farmacêutica estadunidense Novavax que, em junho, anunciou uma eficácia de mais de 90% da sua vacina contra covid-19.

Ainda de acordo com informações do South China Morning Post, o imunizante ZF2001 pode ser armazenado em temperaturas de 2 a 8 graus Celsius e o intervalo entre as suas três doses é de um mês cada. A vacina foi submetida à aprovação da Organização Mundial Saúde (OMS) no início deste ano pela fabricante, mas ainda não foi analisada.

AstraZeneca e Coronavac

Estudo realizado a partir da análise de dados de 60,5 milhões de brasileiros vacinados entre janeiro e junho de 2021 aponta que a as vacinas Coronavac e a AstraZeneca são eficazes na prevenção de casos graves de covid-19, hospitalizações e mortes.

De acordo com o estudo, a AstraZeneca ofereceu aproximadamente 90% de efetividade contra hospitalização, admissão na UTI e morte e a Coronavac forneceu aproximadamente 75% da mesma proteção depois da vacinação.

Os dados apontam que há redução gradual da eficácia para ambas vacinas em indivíduos acima de 80 anos. Segundo o estudo, pessoas nesta faixa etária “podem se beneficiar de uma dose de reforço”.

O estudo foi assinado por pesquisadores da Fiocruz (Fundação Osvaldo Cruz), UFBA (Universidade Federal da Bahia), Ufop (Universidade Federal de Ouro Preto), USP (Universidade de São Paulo), UERJ (Universidade do Estado do Rio de Janeiro), UnB (Universidade de Brasília) e da London School of Hygiene & Tropical Medicine.

A análise mostra que a Vaxzevria, vacina da AstraZeneca, demonstrou eficácia geral contra covid grave até 89 anos e a Coronavac, até 79 anos de idade. De 80 a 89 anos, o imunizante Vaxzevria teve 89,9% de eficácia contra morte e a Coronavac 67,2%.

Para acima de 90 anos, a proteção pela Vaxzevria foi de 65,4% e de 33,6% pela Coronavac. Das 60,5 milhões de pessoas que participaram do estudo, 21,9 milhões foram imunizadas com a Coronavac e 38,6 milhões com a AstraZeneca.

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