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Novas tentativas de tratamentos e vacinas contra o coronavírus começam testes em humanos

A taxa de mortalidade é de 76,2 casos a cada 100 mil habitantes no Brasil. (Foto: Reprodução)

A corrida para encontrar tratamentos bem-sucedidos com o uso de anticorpos (como vacinas e medicações) contra a covid-19 esquentou ainda mais com o anúncio nesta segunda-feira (31) de que a GlaxoSmithKline e a Vir Biotechnology iniciaram testes em humanos para avaliar a possibilidade de uma nova imunização, que, caso dê certo, estaria disponível já no primeiro semestre do próximo ano.

As farmacêuticas disseram que esta medicação, também intravenosa e de dose única, será voltada para o tratamento de pessoas em alto risco recentemente diagnosticados. A ideia é que seu uso amenize os sintomas, diminuindo os índices de hospitalização. Neste caso, o anticorpo é projetado não apenas para bloquear as células invasoras do vírus, mas também para recrutar células do sistema imunológico e matar as células já infectadas. Os testes envolverão 1.300 pacientes.

Glaxo e Vir estão entre os vários fabricantes de medicamentos e vacinas que buscam soluções não apenas para prevenir, mas também combater ou até mesmo amenizar os sintomas mais graves da covid-19. Esses tratamentos podem fornecer uma solução de curto prazo antes que uma vacina preventiva de larga escala se torne disponível.

A AstraZeneca também disse na semana passada que iniciou testes em humanos para uma combinação de dois anticorpos para tratamento da doença. Os primeiros dados dos testes com anticorpos da Regeneron Pharmaceuticals devem ser divulgados ainda em setembro. A Eli Lilly & Co. iniciou os testes do estágio final de seu medicamento em lares de idosos dos EUA este mês.

Um tratamento bem-sucedido poderia contornar a necessidade de o corpo produzir seus próprios anticorpos, o que é especialmente importante na ausência de uma vacina eficaz, disse Hal Barron, chefe de pesquisa da Glaxo. As duas empresas também planejam novos estudos focados na prevenção de infecções e em tratar pacientes hospitalizados com doenças mais graves.

A Glaxo e a Vir, que assinaram um pacto de US$ 250 milhões em abril.

Distribuição da vacina

O ministro interino da Saúde, Eduardo Pazuello, se reuniu com a presidente da Fiocruz (Fundação Oswaldo Cruz), Nísia Trindade Lima, para debater o cronograma de produção da vacina ainda em testes contra a covid-19 no Brasil. A previsão é que, se tiver a eficácia comprovada, as primeiras doses sejam distribuídas no início de 2021, por meio do Programa Nacional de Imunização, que atende o SUS (Sistema Único de Saúde).

A previsão é produzir, inicialmente, 100 milhões de doses a partir de insumos importados. A produção integral da vacina na unidade técnico-cientifica Bio-Manguinhos, no Rio, deve começar a partir de abril de 2021.

O acordo entre a Fiocruz e a AstraZeneca é resultado de tratativas entre o governo brasileiro e o governo britânico, anunciado em 27 de junho pelo Ministério da Saúde. A parceria prevê a assinatura de um acordo de encomenda tecnológica, na primeira semana de setembro, e o desenvolvimento de uma plataforma para outras vacinas, como a da malária.

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