Nesta quinta-feira (23), o governador Eduardo Leite recebeu no Palácio Piratini uma comitiva oficial de Caxias do Sul para prosseguir as tratativas sobre a construção do novo aeroporto na cidade da Serra Gaúcha, em área na Vila Oliva. Uma segunda reunião será realizada, em Brasília, com a participação de município, Estado e governo federal, a fim de definir as responsabilidades de cada um.
Flávio Cassina, que assumiu a prefeitura de Caxias do Sul no começo deste mês, ressaltou a importância da iniciativa também para o Estado de modo geral. No ano passado, a Secretaria Nacional de Aviação Civil se comprometeu a liberar R$ 193 milhões para a obra, cujo início ainda depende da desapropriação do terreno – tarefa a cargo do Estado, com investimento de aproximadamente R$ 20 milhões.
“O governo federal está entusiasmado com a obra e quer realizá-la”, ressaltou o chefe do Executivo. “O que falta é decidirmos os detalhes. Todos compreendemos a importância da obra para o desenvolvimento do Estado e nosso papel é dar apoio para que ela possa sair do papel.”
A reunião em Brasília deve ser realizada até a metade de fevereiro, estima o secretário estadual de Parcerias, Bruno Vanuzzi. “O projeto tem dimensões regionais e o governo federal vem aportando recursos que não são suficientes para todas as necessidades”, alerta. “Há pressa porque os recursos têm prazos, e a intenção do governador é participar de modo que não atrase os trabalhos.”
Além de Cassina, acompanharam o encontro em Porto Alegre o vice-prefeito Elói Frizzo, os vereadores Ricardo Daneluz (presidente da Câmara Municipal da cidade serra) e Paula Ioris, o reitor da UCS (Universidade de Caxias do Sul), Evaldo Kuiava, e o presidente da CIC (Câmara de Indústria, Comércio e Serviços) local, Ivanir Gasparin.
Por parte do governo do Rio Grande do Sul, estiveram presentes os secretários Claudio Gastal (Governança e Gestão Estratégica) e Juvir Costella (Logística e Transportes).
Concessão de rodovias
Na SGGE (Secretaria de Governança e Gestão Estratégica), o dia foi marcado por uma reunião com empresários da região do Vale do Taquari. Pauta: a concessão de mil quilômetros de rodovias gaúchas à iniciativa privada, prevista em contrato assinado pelo governador Eduardo Leite com o BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social) há uma semana.
Dentre os 1.028 quilômetros de rodovias contemplados estão os 760 quilômetros de trechos atualmente pedagiados e sob administração da EGR (Empresa Gaúcha de Rodovias) e outros 268 quilômetros de responsabilidade do Daer (Departamento Autônomo de Estradas de Rodagem).
A comitiva entregou uma análise realizada pelo Corede (Conselho Regional de Desenvolvimento) da região para qualificar o tráfego da ERS-129, ERS-130 e RSC-453, três importantes estradas dessa região gaúcha.
O titular da SGGE, Claudio Gastal, garantiu que o processo será transparente: “Na concessão da RSC-287 e da ERS-324, já em fase final para publicação do edital, tivemos um diálogo franco com os empresários e demais interessados. Nas novas concessões será da mesma forma. Realizaremos um estudo técnico. Ter mais visões e apontamentos só enriquecerá o resultado final”.
Um dos pontos apresentados pelos empresário foi a possibilidade de cobrança de pedágio apenas de forma eletrônica. “Nossa linha é de cooperar com o processo, pois queremos melhor infraestrutura”, declarou o presidente da CIC do Vale do Taquari, Pedro Antonio Barth. “Estamos trazendo sugestões e buscando entender o andamento”.
Sobre locais e novas praças de pedágio, o governo do Estado salienta que neste momento não há qualquer estudo que indique novos pontos ou a necessidade de mais pedágios.
(Marcello Campos)
