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Novo presidente da Argentina dá exemplo ao mundo ao viajar para a Europa em voo comum e ainda por cima na classe econômica

Mauricio Macri recusou um lugar na primeira classe no voo. (Foto: Reprodução)

Ao viajar para Davos (Suíça), na semana que passou, Mauricio Macri apresentou seus bilhetes, de classe econômica, no balcão da Air France – que no ato lhe ofereceu, sem custos, um lugar na primeira classe. O presidente argentino recusou. Motivo? “No voo preciso fazer várias reuniões com os assessores, aqui à minha volta”, explicou Macri. Embora não estivesse explicitamente em nenhuma parte do imenso programa de painéis e debates do Fórum Econômico Mundial, o populismo latino-americano foi um tema marcante em Davos.

Diversas autoridades de países da região deram diferentes perspectivas sobre o fenômeno, mas todas elas tiveram um ponto em comum: tentar mostrar que seus respectivos países já não sofrem da crônica instabilidade político-econômica característica da história da América Latina. No contexto dessa narrativa, a Argentina assumiu papel de protagonista.

Macri e seus principais auxiliares econômicos desfilaram por Davos em uma programação intensa, cujo objetivo principal era o de anunciar e celebrar o fim do ciclo populista no país.

Segundo Federico Sturzenegger, novo presidente do Banco Central da Argentina, o kirchnerismo representou “um gênero muito especial de populismo”. O economista notou que, no típico ciclo populista, o governo se endivida ao máximo, gasta tudo o que puder e deixa a conta dos problemas posteriores para os sucessores. (AE)

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