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Novo relator do caso Cunha diz que recomendará que o processo continue

Marcos Rogério (foto) foi indicado para substituir Fausto Pinato na relatoria do caso. (Foto: Antonio Araújo/Agência Câmara)

Escolhido novo relator do processo que investiga o presidente da Câmara dos Deputados, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), Marcos Rogério (PDT-RO) afirmou nesta quarta-feira (09) que irá recomendar a continuidade das investigações para averiguar a suposta quebra de decoro parlamentar. O pedetista foi indicado para substituir o deputado Fausto Pinato (PRB-SP) na relatoria do caso.

O novo relator disse que vai defender a continuidade do processo e ressaltou que não temer recurso por “antecipação de julgamento”. Na visão de Rogério, as investigações sobre o presidente da Câmara devem prosseguir porque a representação apresentada contra o peemedebista cumpre “requisitos formais”. “Na admissibilidade só são abordadas questões formais: a legitimidade do autor da representação e se o fato citado é tipificado como quebra de decoro parlamentar. Não se deve entrar no mérito. Eu disse minha posição sobre a admissibilidade, não sobre o mérito”, enfatizou.

Rogério afirmou ainda que, para ele, a tarefa para qual foi designado não é apenas “um pepino, e sim a salada inteira”. O parlamentar do PDT destacou que, na relatoria do caso, agirá com “cautela” para evitar “esperneio” de aliados do peemedebista.

Desde a instauração do processo por quebra de decoro parlamentar, deputados próximos de Cunha tentam inviabilizar as sessões do Conselho de Ética com uma série de manobras.

Nesta quarta-feira, na sexta tentativa do colegiado de analisar o parecer preliminar que recomendava a continuidade do processo de Cunha, o vice-presidente da Câmara, Waldir Maranhão (PP-MA) – investigado pela Operação Lava Jato e alvo de pedido de cassação – determinou a substituição de Pinato.

“Não é um pepino, é a salada inteira. Bom, primeiro eu estou administrando a notícia. Eu acabei de tomar conhecimento. Ele conversou comigo à tarde e disse que faria o anúncio. Em princípio farei análise, para preparar texto sucinto”, disse Rogério.

“O tema foi amplamente discutindo no Conselho. Eu até tenho minha posição com relação a esse aspecto. Eu estou querendo evitar dar armas para esperneio. Esse processo exige muita cautela em afirmações”, completou o novo relator. (G1)

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