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Novo relator no lugar de Toffoli, ministro André Mendonça fica reunido por duas horas com investigadores do caso do Banco Master

Magistrado teria dito a interlocutores que pretende respirar antes de tomar qualquer medida no processo. (Foto: Rosinei Coutinho/STF)

O ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF), se reuniu com delegados da Polícia Federal (PF) e integrantes da equipe responsável pela investigação do caso Master na tarde dessa sexta-feira (13). O encontro, realizado em Brasília, teve duração aproximada de duas horas e ocorreu em caráter institucional.

O objetivo da reunião seria permitir que o ministro ficasse a par do estágio atual da apuração antes de tomar qualquer medida relacionada ao caso, adotando serenidade e responsabilidade, segundo interlocutores da corte. A iniciativa teria buscado garantir que eventuais decisões futuras sejam baseadas em informações técnicas detalhadas e atualizadas.

Mendonça está em São Paulo, por isso sua participação na reunião, realizada na capital federal, ocorreu de forma virtual. O diretor-executivo da PF, William Marcel Murad, acompanhou as tratativas presencialmente, ao lado dos delegados que conduzem as diligências.

Depois da reunião, um interlocutor afirmou que ela foi “bem tranquila” e que o relator não concentrou questionamentos em nenhum ponto específico da investigação. Segundo esse relato, a principal finalidade teria sido promover um alinhamento de procedimentos e esclarecer aspectos formais da condução do inquérito, sem interferir diretamente no conteúdo das apurações em curso.

O ministro também tratou de questões burocráticas relacionadas ao andamento do processo, como as formas de peticionamento no caso e os fluxos adotados no gabinete para organizar a tramitação de procedimentos considerados complexos. Além disso, requisitou a lista completa de inquéritos, relatórios e demais processos abertos vinculados ao caso, com o objetivo de obter uma visão consolidada das frentes investigativas.

Mendonça foi designado novo relator do caso Master por sorteio, na noite de quinta-feira (12), após o ministro Dias Toffoli deixar a função. A redistribuição ocorreu conforme as regras internas do tribunal, que preveem a definição do relator por meio de sistema eletrônico.

Além do caso Master, Mendonça também é responsável pela investigação sobre suspeitas de fraudes em descontos aplicados a aposentados e pensionistas do INSS, procedimento que igualmente possui repercussão política e administrativa.

Já a saída de Toffoli da relatoria ocorreu após ele ter tomado uma série de decisões consideradas polêmicas na condução do caso, incluindo a imposição de sigilo severo sobre provas e a posterior revelação de ligações do magistrado com pessoas interessadas na apuração, como o ex-banqueiro Daniel Vorcaro, apontado como dono do Master. (Com informações da Folha de S.Paulo)

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