O número de empresas inadimplentes cresceu 5,01% em 2016, depois de fechar 2015 com um aumento de 11,9%. A alta do ano passado foi a menor da série histórica do indicador calculado pelo SPC Brasil (Serviço de Proteção ao Crédito) e pela CNDL (Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas), iniciada em 2013.
Também aumentou a quantidade de dívidas em atraso em nome de pessoas jurídicas: 3,37% de 2015 para 2016. No entanto, a alta ficou abaixo da registrada de 2014 para 2015: 13,62%. Na análise por regiões, a que mostrou o maior avanço do número de empresas inadimplentes em dezembro foi a Nordeste (6,96%). Na sequência, aparecem a Norte (6,45%), a Centro-Oeste (4,49%), a Sudeste (4,44%) e a Sul (3,19%).
Para o presidente da CNDL, Honório Pinheiro, o cenário de negativação das empresas está desacelerando mesmo em um ambiente de crise econômica. “Isso porque o movimento da inadimplência sofre a influência de dois vetores principais que atuam em direção oposta: o primeiro é redução da capacidade de pagamento das empresas, que tende a elevar o número de contas pendentes; o segundo é a restrição do crédito, que, ao reduzir o estoque de dívidas, limita também o crescimento da inadimplência”, explicou por meio de nota. (AG)
