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O apresentador e jornalista Alexandre Garcia recusou o convite de Bolsonaro para ser o seu porta-voz e revelou o motivo

Alexandre Garcia com o presidente Bolsonaro em sua posse. (Foto: Reprodução/Twitter)

Surpreendeu muita gente recentemente a notícia de que o jornalista Alexandre Garcia não faz mais parte do time de jornalistas da Globo. Logo após essa revelação, ele teve seu nome cotado para virar porta-voz do governo do presidente eleito Jair Bolsonaro, que teve início na terça (1º), mas recusou e disse o motivo.

Alexandre Garcia não só foi cotado como também foi sondado pela equipe do presidente, mas acabou recusando. Foi o próprio jornalista que confirmou o chamado em um programa de rádio. Ele revelou que a grande motivação da recusa é o trabalho no veículo, que ainda é bastante ouvido pelos brasileiros.

“Muitas pessoas nas redes sociais estão pedindo que eu me torne porta-voz de Bolsonaro. Na verdade, houve sondagens. Agora, eu pergunto a meus ouvintes de rádio: vocês querem que eu deixe a rádio? A rádio é a minha raiz. Meu pai era de rádio, eu peguei o microfone a primeira vez aos 9 anos trabalhando em radionovela como ator infantil, e não vou deixar a rádio”, cravou.

Alexandre, para quem não sabe, teria que suspender sua carreira no rádio para assumir um cargo público. Para a felicidade de quem não pode acompanhá-lo, o jornalista reafirmou que terá um canal na internet. “Não vou trocar a rádio por nenhuma outra atividade. Vou ter outra atividade, sim, eu pretendo ter um canal no YouTube, mas vou continuar com vocês”, destacou.

O jornalista Alexandre Garcia pediu demissão da Globo após 30 anos de trabalhos na emissora. Com isso, o futuro do jornalista começou a ser especulado, mas pelo menos um dos trabalhos do profissional já foi anunciado.

Isso porque o próprio jornalista anunciou em seu perfil do Twitter que terá um canal próprio. “Terei meu canal, sim. E não deixarei meus ouvintes de rádio e leitores de jornal e Twitter”, escreveu ele.

Há quem diga que o jornalista decidiu se desligar após sofrer advertências por se posicionar politicamente durante as eleições.

A Globo, como já é de conhecimento público, tem uma política rigorosa quanto ao assunto e seus jornalistas não podem se posicionar publicamente, principalmente “escolher um lado” em uma campanha presidencial. Alexandre, como deixou claro em suas redes sociais, apoiou o presidente eleito Jair Bolsonaro à Presidência.

Livre dessa proibição após seu desligamento da emissora paulista, ele agora vive um momento de liberdade. Na segunda-feira (31), véspera de ano novo, por exemplo, o jornalista publicou dois tweets avaliando como bom o governo de Michel Temer, que se despediu da Presidência da República na terça (1º).

“Estou entre os que julgam que Temer fez um grande governo. Pegou o País depauperado, desempregado, desmoralizado, desesperançado. Entrega com crescimento, inflação abaixo da meta, juros estabilizados, otimismo no mercado, mesmo sem reforma da Previdência, esfaqueada por Joesley”, comentou ele em um dos tweets publicados.

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