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O Brasil tem queda na média móvel de mortes por coronavírus pela segunda vez desde junho

Estudo indica que 20% dos infectados ainda contagiam após 30 dias. (Foto: Reprodução)

O Brasil chegou nesta segunda-feira (7) a 127.001 mortes e 4.147.598 casos confirmados de coronavírus, aponta o consórcio de veículos de imprensa, em boletim concluído às 20h. A média móvel de mortes registrou queda de 17%, o que, pelos critérios do consórcio, coloca a situação como em queda.

Depois de sábado (5), esta é a segunda vez que a média móvel de mortes aparece com tendência de queda desde 5 de junho. Pelos critérios do consórcio, variações de até 15%, para mais ou para menos, são considerados estabilidade.

O País registrou 315 mortes pela Covid-19 confirmadas nas últimas 24 horas, chegando ao total de 127.001 óbitos. Com isso, a média móvel de novas mortes no Brasil nos últimos sete dias foi de 784 óbitos, uma variação de -17% em relação aos dados registrados em 14 dias.

Em casos confirmados, já são 4.147.598 brasileiros com o novo coronavírus desde o começo da pandemia, 9.992 desses confirmados nesta segunda. A média móvel de casos foi de 33.814 por dia, uma variação de -10% em relação aos casos registrados em 14 dias.

Dois Estados apresentam alta de mortes: Amazonas e Roraima. Em relação a domingo (6), Espírito Santo, Distrito Federal, Goiás, Mato Grosso e Rondônia estavam com o número de mortes estáveis, segundo a média móvel, e agora estão em queda. Roraima aparecia estável e agora está subindo. No Amazonas, ainda há reflexo da reclassificação de mortes de meses anteriores, das quais mais de 200 foram divulgadas com Covid como causa nas últimas semanas.

Estados

– Subindo (2 Estados): Amazonas e Roraima.

– Em estabilidade, ou seja, o número de mortes não caiu nem subiu significativamente (8 Estados): Paraná, Rio Grande do Sul, Minas Gerais, São Paulo, Mato Grosso do Sul, Pará, Tocantins e Ceará.

– Em queda (17 Estados): Santa Catarina, Espírito Santo, Rio de Janeiro, Distrito Federal, Goiás, Mato Grosso, Acre, Amapá, Rondônia, Alagoas, Bahia, Maranhão, Paraíba, Pernambuco, Piauí, Rio Grande do Norte e Sergipe.

Essa comparação leva em conta a média de mortes nos últimos sete dias até a publicação deste balanço em relação à média registrada duas semanas atrás.

Consórcio

Os dados sobre casos e mortes de coronavírus no Brasil foram obtidos após uma parceria inédita entre G1, O Globo, Extra, O Estado de S.Paulo, Folha de S.Paulo e UOL, que passaram a trabalhar, desde o dia 8 de junho, de forma colaborativa para reunir as informações necessárias nos 26 Estados e no Distrito Federal.

OMS

O diretor-geral da Organização Mundial de Saúde (OMS), Tedros Adhanom Ghebreyesus, alertou nesta segundA que a pandemia de Covid-19 “não será a última” a ser enfrentada pela humanidade.

“Esta não será a última pandemia. A história nos ensina que surtos e pandemias são um fato da vida. Mas, quando a próxima pandemia vier, o mundo deve estar pronto – mais do que estava desta vez”, alertou Tedros.

Ele também chamou atenção para o fato de que os países precisarão preparar melhor seus sistemas de saúde.

“Nos últimos anos, muitos países fizeram enormes avanços na medicina, mas muitos negligenciaram seus sistemas básicos de saúde pública, que são a base para responder aos surtos de doenças infecciosas”, afirmou Tedros.

“Parte do compromisso de cada país para se reconstruir melhor deve ser, portanto, investir na saúde pública, como um investimento em um futuro mais saudável e seguro”, disse o diretor-geral.

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