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O Diretor de Inteligência Nacional dos Estados Unidos descarta que o coronavírus seja invenção humana

Médico sueco sustenta que 25% estão imunes em Estocolmo e rebate críticas. (Foto: iStock)

O Diretor de Inteligência Nacional dos Estados Unidos (DNI), Richard Grenell, descartou na quinta-feira (30) que o novo coronavírus seja uma criação humana ou que foi geneticamente modificado em laboratório. A afirmação foi feita pelo escritório do diretor em nota oficial, uma ação incomum, já que o DNI, que se reporta diretamente ao presidente do país, normalmente não faz este tipo de comunicação com o público em geral.

O posicionamento da agência também reforça comentários da Organização Mundial da Saúde (OMS), que no dia 21 de abril disse que todos os indícios disponíveis sugerem que o coronavírus surgiu em animais na China no final do ano passado e que não foi manipulado ou feito em um laboratório.

“Toda a comunidade de inteligência tem dado apoio crucial aos formuladores de políticas dos EUA e àqueles que respondem ao vírus Covid-19, que teve origem na China. A comunidade de inteligência também concorda com o amplo consenso científico de que o vírus não é artificial, nem geneticamente modificado”, diz a nota.

O diretor acrescentou que “a comunidade de inteligência continuará a examinar rigorosamente as informações e dados emergentes” para determinar se a pandemia “começou através do contato com animais infectados ou foi o resultado de um acidente de laboratório em Wuhan”, a cidade chinesa onde a crise teve origem.

O comunicado foi feito depois que o jornal “The New York Times” publicou um artigo afirmando que funcionários do alto escalão do governo do presidente Donald Trump pressionaram as agências de espionagem do país em busca de provas para apoiar a teoria de que o vírus foi criado em um laboratório em Wuhan.

De acordo com o jornal, que cita funcionários e ex-funcionários do governo, assistentes de Trump e congressistas republicanos, a China está sendo responsabilizada pela pandemia para desviar a atenção do governo para a crise nos Estados Unidos, país com o maior número de casos de contágio – mais de 1 milhão – e mais de 60 mil mortes.

Autoridades norte-americanas a par de relatórios e análises de inteligência estão dizendo há semanas que não acreditam nas teorias conspiratórias segundo as quais cientistas chineses desenvolveram o coronavírus em um laboratório de armas biológicas do governo do qual este escapou mais tarde.

Em vez disso, eles disseram crer que ou o vírus surgiu naturalmente em um mercado de carne de Wuhan ou pode ter escapado de um dos dois laboratórios governamentais de Wuhan que estariam realizando pesquisas civis sobre possíveis riscos biológicos.

Trump, que culpa a China pela pandemia global, disse na quinta-feira que acredita que a maneira como a China está lidando com o coronavírus prova que esta “fará tudo que puder” para impedi-lo de se reeleger em novembro. As informações são das agências de notícias Efe e Reuters.

 

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