O diretor-geral da Organização Mundial da Saúde disse que espera que a pandemia acabe em menos de dois anos. Tedros Adhanom comparou a Covid-19 à gripe espanhola, que surgiu em 1918 e, em cerca de dois anos, infectou um terço da população mundial. Estima-se que aquela pandemia tenha matado 50 milhões de pessoas.
O diretor da OMS afirmou que, agora, em um mundo globalizado, o novo coronavírus tem mais chance de se espalhar porque estamos mais conectados. Porém, disse: “também temos a tecnologia e o conhecimento para parar o vírus”. E concluiu que, assim, é possível acabar com essa pandemia mais rapidamente, em menos de dois anos, especialmente, segundo ele, com unidade nacional e solidariedade global.
Tedros Adhanom destacou que uma vacina vai ser uma ferramenta vital. Mas afirmou que nem mesmo uma vacina vai ser capaz de acabar com a pandemia sozinha. E avisou: “Todos nós devemos aprender a controlar o novo coronavírus com as ferramentas que temos hoje e ajustando o nosso dia a dia”.
O chefe da OMS ressaltou que vários países estão enfrentando novos surtos depois de um longo período com pouca ou nenhuma transmissão da Covid-19, e que isso serve de alerta para aqueles que estão vendo uma tendência de queda nos casos. Nas palavras dele: “progresso não significa vitória”. Questionado sobre o Brasil, o diretor-executivo de emergências, Michael Ryan, mandou um recado: “ainda há muito a ser feito no país”.
Rússia
A candidata russa a vacina contra a Covid-19 será testada em cerca de 2 mil voluntários no México, anunciou o chanceler mexicano, Marcelo Ebrard. Ebrard disse em entrevista coletiva que se reuniu com o embaixador russo no México para detalhar os testes. Além disso, ele informou que participou de reuniões com representantes de outros países latino-americanos interessados na vacina, sem dizer quais.
“Vamos ter pelo menos 2 mil [voluntários para os testes]. Estamos vendo com as autoridades de saúde de que tamanho precisa ser o protocolo”, anunciou.
O chanceler mexicano disse que a Sputnik V, “chegará em breve” em seu país. Segundo ele, o México provavelmente também participará dos ensaios clínicos de outra vacina desenvolvida pelo laboratório Johnson & Johnson, no próximo mês.
o presidente do México, Andrés Manuel López Obrador, afirmou em uma entrevista coletiva que estaria disposto a experimentar a vacina da Rússia se for se comprovada sua eficácia. “Eu seria o primeiro a me deixar vacinar, mas temos que conhecer bem o que está acontecendo, garantir que seja algo efetivo”, disse o López Obrador.
A vacina russa para a Covid-19 deverá dar imunidade à doença por no mínimo 2 anos, anunciou o Instituto Gamaleya, em Moscou, que desenvolveu a vacina Sputnik V.
A vacina foi registrada na semana passada pelo governo russo, mas, até agora, não foram publicados estudos que mostrem os resultados dos testes da imunização. Por isso, ela é vista com desconfiança pela comunidade internacional.
O Gamaleya também anunciou que a vacina deverá ser aplicada, a partir da semana que vem, em mais de 40 mil pessoas em 45 centros médicos na Rússia, como parte dos ensaios de fase 3. A vacinação em massa tem previsão de começar em outubro no país, e a exportação, em novembro.
