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O dono da JBS diz que doou 6 milhões de reais em caixa 2 para a campanha de José Serra em 2010

Polícia Federal aponta que Serra recebeu pagamentos indevidos da Odebrecht. (Foto: Edilson Rodrigues/Agência Senado)

O dono da JBS, Joesley Batista, disse em depoimento à PGR (Procuradoria-Geral da República) que pagou R$ 6 milhões em caixa dois à campanha do senador José Serra (PSDB-SP) em 2010, quando o tucano disputou a presidência e saiu derrotado por Dilma Rousseff (PT). Segundo Batista, Serra esteve pessoalmente no escritório da empresa pedindo doações de campanha. Procurada, a assessoria de Serra ainda não se pronunciou.

O empresário teria decidido fazer uma doação de R$ 20 milhões, R$ 10 milhões a menos do que declarou ter doado à candidata rival. Batista explicou que R$ 14 milhões foram repassados por meio de doação oficial via diretório do partido. Os outros R$ 6 milhões teriam sido feitos por meio de notas fiscais frias.

A empresa LRC Eventos e Promoções teria emitido uma nota de R$ 6 milhões referente à compra de um camarote em uma corrida de Fórmula 1 no autódromo de Interlagos, em São Paulo. A LRC, segundo o delator, era do publicitário Luiz Fernando Furquim, morto em 2009 e homem de confiança de José Serra. “Teve realmente esse camarote. Teve realmente essa corrida de Formula 1. Só não podia custar R$ 6 milhões”, relatou Batista em 3 de maio deste ano.

Uma semana após as delações da Odebrecht, José Serra (PSDB-SP) se dizia “preocupado” com as consequências das dezenas de depoimentos de ex-executivos. Por volta das 17h do dia 20 de abril, uma quarta-feira, o senador ligou para seu colega de partido Aécio Neves (PSDB-MG), para desabafar e tentar buscar soluções. Ele queria derrubar o ministro da Justiça, Osmar Serraglio, para colocar outro, mais “forte”, em seu lugar.

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