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O ex-braço direito do ex-bilionário Eike Batista fechou o acordo de delação premiada que complica Aécio Neves

Flávio Godinho foi condenado por Marcelo Bretas a 22 anos de prisão por corrupção ativa e lavagem de dinheiro. (Foto: Reprodução)

Ex-braço direito do ex-bilionário Eike Batista, Flávio Godinho finalmente fechou sua delação com o Ministério Público Federal no Rio.

Aécio Neves que se prepare. Godinho detalhou repasses ao ex-presidenciável tucano.

Condenado por Marcelo Bretas a 22 anos de prisão por corrupção ativa e lavagem de dinheiro, Godinho foi investigado na Operação Eficiência, desdobramento da Operação Lava-Jato que investigou o pagamento de 52 milhões de reais de Eike Batista a Sérgio Cabral.

Negociação

Algumas semanas antes de completar três anos de sua prisão pela Operação Lava-Jato, o empresário Eike Batista finalmente se convenceu que não lhe resta outra saída, a não ser um acordo de colaboração premiada com o Ministério Público Federal.

Sua esposa, a advogada Flávia Sampaio, também participa das negociações com os procuradores. A informação foi veiculada pelo jornal O Globo, e confirmadas por VEJA pelo advogado Fernando Martins. Segundo Martins, no entanto, o filho mais velho de Eike, Thor Batista, não participa das negociações, pois não tinha conhecimento dos negócios que levaram à colaboração.

Eike foi preso em 30 de janeiro de 2017, depois que os doleiros Marcelo e Renato Chebar delataram que ele havia pago 16,5 milhões de dólares ao ex-governador do Rio de Janeiro Sérgio Cabral. O dinheiro foi passado a Cabral por meio de uma conta internacional em nome de um laranja.

Os irmãos Chebar eram doleiros e administravam cerca de 100 milhões de dólares acumulados em propinas pelo ex-governador durante os dois mandatos em que comandou o estado do Rio.

Eike já foi condenado pelo caso em primeira instância. Pegou 30 anos de prisão pelos crimes de corrupção ativa e lavagem de dinheiro. Agora, aguarda em liberdade ao julgamento da segunda instância.

Cabral, apesar de preso em novembro de 2016, só começou a confessar seus crimes em fevereiro do ano passado. Ele não conseguiu, no entanto, fechar um acordo de colaboração.

Bancos

Eike Batista voltou à mesa de negociações da PGR com novidades: um anexo que não apresentara da primeira vez que tentou delatar.

Seu trunfo, agora, são operações do sistema financeiro. Eike detalha como, segundo ele, à época da ruína do império X, instituições financeiras lhe ajudaram a jogar no colo de seus sócios prejuízos que caberiam a ele.

No enredo brilham dois bancos de investimentos, um brasileiro e outro estrangeiro.

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