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O ex-governador do Rio de Janeiro Sérgio Cabral, preso pela Polícia Federal, pegou propina de 144 milhões de reais de empresas de ônibus, acusa o Ministério Público Federal

Ex-governador no momento da prisão. (Foto: Reprodução)

O ex-governador Sérgio Cabral (PMDB) recebeu 144,7 milhões de reais em propinas do setor de transportes entre 2010 e 2016, segundo duas novas denúncias oferecidas contra ele pelo MPF (Ministério Público Federal) no Rio de Janeiro, que partiram das investigações da Operação Lava-Jato no Estado. Cabral é acusado dos crimes de corrupção passiva, lavagem de dinheiro, crime contra o sistema financeiro e participação em organização criminosa. O ex-governador, preso desde novembro de 2016, já responde a 12 processos, e foi condenado num deles pelo juiz Sérgio Moro, da 13ª Vara Federal Criminal de Curitiba (PR), a 14 anos e dois meses de prisão.

Os procuradores apontaram o papel central da Fetranspor (Federação das Empresas de Transportes de Passageiros do Estado do Rio de Janeiro), que reúne sindicatos, no esquema. Eles levantaram provas de que a uma “caixinha de propina” foram destinados repasses de 26 empresas de ônibus, destinados a agentes públicos e políticos, em um total de 250 milhões de reais – esses, no período 2013-2016.

As denúncias foram protocoladas na segunda-feira (7), na 7ª Vara Federal Criminal do Rio de Janeiro. Os procuradores pedem o bloqueio de pelo menos 520 milhões de reais de membros da organização para reparação dos danos causados ao erário. A propina era lavada e enviada ao exterior, segundo o MPF.

Outros 23 investigados da Operação Ponto Final da Polícia Federal, desencadeada em julho, também foram denunciados, entre empresários de ônibus e servidores do Estado coniventes. Cabral teria recebido propina entre julho de 2010 a outubro de 2016 – ele deixou o governo, em favor do vice, Luiz Fernando Pezão (PMDB), em 2014. (AE)

 

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