Por determinação do ministro Dias Toffoli, do STF (Supremo Tribunal Federal), o ex-ministro Paulo Bernardo deixou a carceragem da Polícia Federal em São Paulo, por volta das 23h. Ele havia sido preso pela Operação Custo Brasil seis dias antes. “Sou inocente e me sinto constrangido, mas vou provar a minha inocência”, declarou ao deixar o local.
Toffoli afirmou não ter encontrado elementos concretos que justificassem a prisão. Na sua avaliação, houve constrangimento ilegal de Bernardo, pois a prisão preventiva, nesse caso, não se justificaria como antecipação de uma pena que não se sabe se virá a ser imposta.
Desdobramento da Operação Lava-Jato, a Custo Brasil investiga o desvio de 100 milhões de reais em empréstimos consignados de servidores federais ativos e inativos. Desse montante, ao menos 7 milhões de reais teriam ficado com o ex-ministro, por meio do escritório do advogado Guilherme Gonçalves, também preso. Ele teria pago despesas de Bernardo.
Surpresa
A revogação surpreendeu os investigadores da Custo Brasil. Como os documentos apreendidos na semana passada ainda estavam em processo de análise, o ex-ministro nem chegou a ser ouvido. Também foram beneficiados pela ordem de soltura Gonçalves e pelo menos outros seis investigados. (AG)
