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O ex-presidente Lula já está preso, mas e o ex-deputado federal Eduardo Cunha? Saiba onde estão as “celebridades” da Operação Lava-Jato que já passaram pela Superintendência da Polícia Federal em Curitiba

Atualmente, Cunha está preso no no Complexo Médico Penal, em Pinhais. (Foto: José Cruz/Agência Brasil)

A prisão do ex-presidente Lula é considerada por antipetistas como o ponto alto da Operação Lava-Jato até o momento. Desde 2014, no entanto, a operação já condenou mais de 140 pessoas entre os principais políticos e empresários brasileiros.

Entre recursos, aumentos e reduções de penas e acordos de delação premiada, alguns esperam o fim de seus processos em liberdade, outros estão em prisão domiciliar.

A Superintendência da PF (Polícia Federal) em Curitiba (PR) abrigou alguns dos principais presos nas investigações desde 2014, mas a maioria deles, temporariamente.

Em geral, os presos mais importantes, que ainda têm esclarecimentos a prestar ou que negociam acordos de delação premiada cumprem ao menos parte da pena na carceragem. Outros são transferidos rapidamente para outros presídios.

Saiba onde estão agora alguns dos principais presos da Lava-Jato:

Eduardo Cunha

O deputado cassado foi preso preventivamente em outubro de 2016 e levado para a carceragem da PF em Curitiba, onde, assim como Lula, foi recebido por manifestantes e ficou isolado dos demais presos da Lava-Jato.

Cunha é réu em dois processos. Um deles envolve o pagamento de propinas da Petrobras para viabilizar a compra de um campo de petróleo na África, o processo pelo qual ele foi condenado a 14 anos e seis meses de prisão. Em outro, ele é acusado de receber propina em contratos de compra de navios-sonda, também para a Petrobras.

Atualmente, ele está preso no no Complexo Médico Penal, em Pinhais.

Sérgio Cabral

O ex-governador do Rio de Janeiro ficou na carceragem da PF por apenas uma noite, em janeiro de 2018.

Condenado a 14 anos e dois meses de prisão por corrupção passiva e lavagem de dinheiro e réu em outras nove ações na Lava-Jato, ele começou a cumprir a pena no presídio de Benfica, no Rio. No entanto, uma investigação do Ministério Público Estadual apontou que o presídio teria sido reformado para oferecer regalias a Cabral, como uma academia, uma videoteca e comida especial. Além disso, ele estaria recebendo visitas fora dos horários permitidos.

Em janeiro, Cabral foi transferido para o Complexo Médico Penal, em Pinhais. No entanto, na última terça-feira (10), a segunda turma do STF (Supremo Tribunal Federal) autorizou sua volta para Benfica.

Os ministros Gilmar Mendes, Dias Toffoli e Ricardo Lewandowski votaram a favor do pedido da defesa, e o ministro Edson Fachin votou contra. Celso de Mello não participou da sessão.

José Dirceu

Sob gritos de “ladrão” e foguetes, José Dirceu, ex-ministro-chefe da Casa Civil no governo Lula, chegou à Superintendência da PF em agosto de 2015.
Dirceu foi acusado pelo Ministério Público Federal de ser um dos responsáveis pela criação do esquema de corrupção na Petrobras. Ele teria indicado o ex-diretor de Serviços da Petrobras Renato Duque, que negociou os contratos de obras da estatal entre 2003 e 2012 e é acusado de cobrar propina de fornecedores.

Ele foi condenado em dois processos na Lava-Jato por corrupção passiva, lavagem de dinheiro e organização criminosa. Em fevereiro de 2018, tornou-se réu em um terceiro, mas o processo foi suspenso por Moro durante um ano, por entender que ele já havia sido condenado.

Em maio de 2017, ele ganhou o direito de cumprir prisão domiciliar, com tornozeleira eletrônica, em Brasília (DF).

Marcelo Odebrecht

O presidente da maior construtora da América Latina e uma das maiores do mundo foi preso em junho de 2015 e ficou dois anos e meio na carceragem da PF em Curitiba.

Em dezembro de 2017, depois de firmar um acordo de delação premiada, ele passou a cumprir prisão domiciliar com tornozeleira eletrônica em sua mansão no bairro do Morumbi, em São Paulo.

Nestor Cerveró

O ex-diretor da área Internacional da Petrobras ficou preso na carceragem de Curitiba entre janeiro de 2015 e junho de 2016, quando passou para a prisão domiciliar em Itaipava, no Rio de Janeiro.

Ele conseguiu a mudança após firmar um acordo de delação premiada com o Ministério Público Federal. Ele só pode sair de casa em casos de emergências médicas e audiências na Justiça. Também tem que usar tornozeleira eletrônica.

 

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