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O Exército montará um hospital de campanha para tratamento de pacientes com coronavírus em Porto Alegre

Estrutura deve ter três tendas com 20 leitos, quatro deles de UTI. (Foto: Divulgação/Exército)

Um hospital de campanha do Exército será montado na área de entrada do Hospital Restinga Extremo-Sul, em Porto Alegre, a fim de reforçar o atendimento a pacientes de coronavírus. Ainda não há uma previsão exata de prazo para o início das operações, mas o processo deve ser acelerado para disponibilizar leitos o mais breve possível.

A primeira parte das instalações chegou nesta quinta-feira (11) em um avião da Força Aérea Brasileira (FAB) que aterrissou na Base de Canoas (Região Metropolitana). De acordo com a prefeitura a capital gaúcha, o restante da estrutura e dos equipamentos tem desembarque previsto para esta sexta-feira.

Ao todo, serão três tendas, com um total de 20 leitos – quatro deles funcionando como unidade de terapia intensiva (UTI). A montagem será feita por militares do Comado Militar do Sul (CMS, antigo 3º Exército), responsável pela Força Armada no Rio Grande do Sul, Santa Catarina e Paraná. Já a Secretaria Municipal da Saúde (SMS) fornecerá as equipes médicas e os equipamentos hospitalares.

Essa é a primeira vez que Porto Alegre recebe um hospital de campanha do Exército. Antes, a estrutura estava em Manaus (AM), uma das metrópoles brasileiras mais impactadas sanitariamente pela pandemia.

A capital gaúcha, no entanto, já conta desde o ano passado com o apoio logístico das Forças Armadas na instalação de tendas de triagem para atender pacientes com sintomas gripais e reforçar equipes de vacinação contra o coronavírus.

Características

O hospital de campanha é uma unidade móvel, que temporariamente cuida de pessoas atingidas por situações de emergência ou calamidade pública. Cada estrutura pode apresentar diferentes aspectos em seus projetos e composições estruturais e organizacionais para atender às suas finalidades específicas nas atividades de saúde e pode ser construído também por civis, como está acontecendo em muitos estados brasileiros.

Independente do perfil militar ou civil, oferece serviços de atenção à saúde, com apoio de equipes multiprofissionais, em atendimentos de urgência e emergência, atendimento ambulatorial, internações, remoções, realização de procedimentos cirúrgicos, exames laboratoriais e de imagem. O processo só é finalizado com as altas e as transferências dos pacientes.

As Forças Armadas já utilizaram esse tipo de montagem em situações de enchentes, terremotos no Haiti e no Chile e está compartilhando a expertise com instituições para salvar vidas.

Na operacionalização do apoio de saúde, por meio do emprego do hospital de campanha militar ou civil, diversas ações devem ser planejadas, de forma geral, envolvendo três processos básicos: o atendimento, o apoio logístico e o apoio administrativo. Além dos protocolos assistenciais, deve ser estabelecido um fluxo de fornecimento de medicamentos, materiais e recolhimento dos resíduos sólidos.

(Marcello Campos)

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