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O Flamengo desistiu de fazer um velório coletivo para os jovens atletas que morreram no incêndio no centro de treinamento

Direção havia proposto uma cerimônia na sede do clube na Gávea. (Foto: Reprodução)

O velório coletivo para homenagear os dez atletas das categorias de base do Flamengo que morreram no incêndio de um alojamento no centro de treinamento do Ninho do Urubu, sede do clube, não vai mais acontecer. Como a maior parte das vítimas é de fora do Rio de Janeiro e o IML (Instituto Médico-Legal) já havia começado a liberar os corpos, as famílias decidiram fazer as cerimônias em suas respectivas cidades.

Os dois primeiros corpos liberados foram dos zagueiros Pablo Henrique e Arthur Vinicius, ambos de 14 anos de idade. Pablo é primo do zagueiro Werley, do Vasco da Gama, que reconheceu o corpo no IML na noite da sexta-feira e deixou o local aos prantos, sem falar com a imprensa.

Os corpos do goleiro Bernardo Pisetta, 14 anos, e o atacante Victor Isaías, 15, também já foram reconhecidos e foram liberados nesse sábado. Ambos eram oriundos de Santa Catarina e, de acordo com pessoas próximas à família de Victor, o governo do Estado disponibilizou um avião para levar os corpos até Florianópolis. O velório estava previsto para a madrugada deste domingo.

Iniciativa

O Flamengo ainda não se posicionou oficialmente sobre o desastre ou sobre o plano de realizar um velório coletivo. A assessoria do clube se limitou a dizer que a prioridade absoluta é atender às famílias das vítimas.

O clube havia oferecido a sede da Gávea para uma cerimônia com todos os caixões, de forma semelhante ao que aconteceu em 2016 na Arena Condá, em 2016, após o acidente aéreo que matou diversos integrantes do elenco da Chapecoense. Depois desse velório na Gávea, os corpos seriam transportados para as cidades de origem de cada vítima.

Arthur Vinicius, Athila Paixão, Bernardo Pisetta, Christian Esmério, Gedson Santos, Jorge Eduardo, Pablo Henrique, Rykelmo de Souza Viana, Samuel Thomas e Vitor Isaías morreram após um incêndio no alojamento das categorias de base. O local seria desativado e demolido nas próximas semanas. Cauã Emanuel Gomes Nunes, de 14 anos, Francisco Diogo Bento Alves, 15, e Jonathan Cruz Ventura, 15, sobreviveram e foram resgatados. Este último permanece em estado grave.

Intimação

A direção do Flamengo será intimada a prestar depoimento na 42ª Delegacia de Polícia, no Recreio dos Bandeirantes, Zona Oeste do Rio de Janeiro. De acordo a equipe que conduz as investigações sobre o incêndio, a previsão é de que sejam realizadas oitivas ainda nesta semana.

O presidente do clube, Rodolfo Landim, reuniu-se com diretores do Flamengo na sede da Gávea na manhã desse sábado. Com eles, também estava o secretário nacional de Esportes, Marco Aurélio Vieira. Uma sala de crise foi montada para tratar sobre o auxílio a vítimas do incêndio e seus familiares, mas também para levantar a documentação sobre a situação do alvará do clube. Porta-vozes do time têm dito à imprensa, porém, que a questão não é prioridade agora e, sim, o apoio às vítimas.

A prefeitura do Rio, por meio de notas oficiais, informou que o alojamento temporário feito com contêineres, onde estavam as vítimas, não tinha autorização para funcionar no Centro de Treinamento, em Vargem Grande. O Corpo de Bombeiros também declarou que o Ninho do Urubu não tinha Certificado de Aprovação e combate a incêndio.

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