Os gastos de brasileiros no exterior somaram US$ 17,593 bilhões em todo o ano de 2019, segundo informações divulgadas nesta segunda-feira, 27, pelo Banco Central (BC). Com isso, foi registrada uma queda de 3,7% na comparação com 2018, quando as despesas lá fora somaram US$ 18,265 bilhões. Esse também foi o menor valor para um ano fechado desde 2016. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.
A queda de despesas de brasileiros no exterior no ano passado aconteceu em um momento de valorização do dólar – quando a moeda norte-americana bateu sucessivos recordes de alta, chegando ao pico de R$ 4,25.
Entretanto, recuou no fim do ano, fechando 2019 com crescimento mais modesto, de 3,5%, cotada em R$ 4,0098.
Com o dólar alto, as viagens de brasileiros ao exterior ficaram mais caras. Isso porque as passagens e as despesas com hotéis, por exemplo, são cotadas em moeda estrangeira.
No ano de 2019, ainda segundo números do BC, os estrangeiros gastaram US$ 5,913 bilhões no Brasil, valor praticamente estável na comparação com o ano de 2018 (US$ 5,921 bilhões).
Em dezembro os brasileiros gastaram US$ 987 milhões a mais do que os estrangeiros deixaram aqui. Em 2019, essa conta ficou negativa em US$ 11,7 bilhões. No caso de 2020, a projeção é de déficit de US$ 13,5 bilhões.
Contas externas
As contas externas do Brasil fecharam 2019 com rombo de US$ 50,76 bilhões, o pior resultado desde 2015, quando houve déficit de US$ 54,47 bilhões, segundo os dados divulgados pelo Banco Central (BC).
O resultado das transações correntes, um dos principais dados sobre o setor externo do País, é formado pela balança comercial (comércio de produtos entre o Brasil e outros países), pelos serviços (adquiridos por brasileiros no exterior) e pelas rendas (remessas de juros, lucros e dividendos do Brasil para o exterior).
No ano passado, a balança comercial registrou saldo positivo de US$ 39,4 bilhões, enquanto a conta de serviços ficou negativa em US$ 35,14 bilhões. A conta de renda primária também ficou deficitária, em US$ 56 bilhões. No caso da conta financeira, o resultado ficou negativo em US$ 53 bilhões.
Investimentos no País
O resultado não chega a preocupar, já que o déficit foi largamente superado pela entrada de recursos via Investimentos Diretos no País (IDP), que somaram US$ 78,56 bilhões no ano passado. Em 2018, a entrada de recursos nessa conta havia somado US$ 78,16 bilhões.
No ano passado, enquanto o déficit em conta representou 2,76% do Produto Interno Bruto (PIB), o IDP total, de US$ 78,559 bilhões, foi equivalente a 4,27% do PIB.
