Lula ainda não é oficialmente Ministro da Casa Civil seguindo orientação do despacho inicial do ministro Gilmar Mendes que foi seguido pela Ministra Rosa Weber. Dizem que o ex-presidente já começou a atuar informalmente nos bastidores de Brasília com o objetivo de interferir politicamente no processo de impeachment da presidenta Dilma.
Na Câmara por acordo com os partidos de oposição, o presidente da Câmara, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), já acena com a possibilidade de fazer a votação do impeachment em um domingo com chamada nominal, aberta onde os deputados terão que dizer no microfone sim ou não. Cunha pretende chegar ao dia da votação final em meados de abril. Um placar eletrônico colocado pela oposição pretende acompanhar as posições de cada deputado no dia a dia, além de estimular a presença de manifestantes no gramado do Congresso para pressionar os membros da comissão.
Cabe lembrar que dos 65 deputados que compõe a comissão 40 receberam dinheiro de empresas investigadas na operação Lava Jato. Na montanha russa politica que se estabeleceu em Brasília nos últimos dias a prisão em Portugal do operador Raul Schmidt na nova fase da Lava-Jato, atingiu diretamente o presidente da Câmara dos Deputados, Eduardo Cunha (PMDB-RJ); a pressa com respeito ao golpe em curso contra a presidenta Dilma esta diretamente ligada ao fato, pois o PMDB, maior partido da Câmara teme total desmoralização especialmente aos olhos do mundo que observa atentamente os desdobramentos da crise politica brasileira.
Tudo está sendo milimétricamente observado Cunha pretende começar a votação pelos deputados dos Estados do Sul, onde existiria uma maior adesão ao golpe, e finalizar com os parlamentares do Norte. Ontem o presidente do Senado Renan Calheiros que esta sendo investigado pelo STF (Supremo Tribunal Federal) em nove inquéritos afirmou: “Eu acho que o impeachment, em uma circunstância normal, é uma coisa normal. Mas é bom que as pessoas saibam, e a democracia exige que façamos essa advertência, que para haver impeachment tem que haver a caracterização do crime de responsabilidade.
Quando o impeachment acontece sem essa caracterização o nome, sinceramente, não é impeachment. É outro nome”, disse o senador. O outro nome é golpe. Acontece que no STF existe uma investigação especifica sobre a Operação Lava-Jato, comandada pelo Ministro Teori Zavascki, o qual surpreendendo a todos determinou ontem a noite ao Juiz Sérgio Moro o envio ao Supremo das investigações sobre o ex-presidente Lula, segundo informou o portal G1. Zavascki atenderia pedido do executivo que apontou irregularidades na divulgação decidida por Moro das conversas telefônicas entre Dilma e Lula.
Segundo o despacho o ministro decretou novamente o sigilo sobre interceptações telefônicas dos envolvidos. Foi dado prazo de dez dias para que Moro preste informações sobre as razões de ter determinado a divulgação espetaculosa das gravações especialmente as que envolvem a presidência da republica. Aliás, ontem a presidenta Dilma Rousseff fez um pronunciamento logo após reunião com juristas que são contra o impeachment.
No seu discurso, falou que preferiria não estar vivenciando momentos como esse, e relembrou situações da ditadura. Dilma também ressaltou que jamais renunciará e classificou o processo de impeachment como um golpe. Vale registrar que os juristas que atuaram na cassação de Collor; Dalmo Dallari, Celso Antonio Bandeira de Mello, Fábio Konder Comparato, já se posicionaram contra o impeachment à luz da Constituição. Novas emoções no dia de hoje. Estaremos atentos!
