O governo argentino anunciou na terça-feira (17) que ajudará empresas que forem afetadas pelas restrições impostas pelo país para evitar a disseminação do coronavírus. Uma das medidas é o abatimento de impostos para essas empresas. Além disso, o governo ajudará aquelas que tiverem dificuldades para pagar salários a seus empregados por conta da baixa arrecadação diante da paralisia da economia causada pelo surto da doença.
O ministro da Economia, Martín Guzmán, afirmou que haverá, ainda, um reforço do seguro-desemprego. “Vamos aumentar em 100 bilhões de pesos o orçamento para iniciar mais obras públicas. O país deve continuar a funcionar, mas com menos gente circulando”, disse Guzmán.
O ministro de Desenvolvimento, Matías Kulfas, disse que haverá mais fiscalização com relação ao desabastecimento, que já começa a haver em alguns supermercados, pois as pessoas estão estocando comida.
Também afirmou que os supermercados devem evitar aumentar preços agora e que serão tomadas medidas para evitar isso, como multas a quem fizer reajustes abusivos.
Kulfas afirmou ainda que o governo recebeu denúncias de supermercados que aumentaram em até 100% o preço de produtos de um fim de semana a outro, aproveitando-se da corrida aos supermercados realizada por parte da população.
“Não é o momento para esse tipo de práticas especulativas”, afirmou.
Metrô de Buenos Aires
O chefe de governo da cidade de Buenos Aires, Horacio Rodríguez Larreta, determinou que, a partir desta sexta-feira (20), o serviço de metrô da capital argentina passe a funcionar de forma parcial e controlada.
Os trens das seis linhas só vão parar nas estações inicial e terminal e nos pontos onde se faz baldeações. Além disso, só será permitido o transporte de passageiros sentados. Funcionários do metrô controlarão para que ninguém viaje de pé, evitando a aproximação das pessoas.
“Só com o pedido de que as pessoas passassem a trabalhar em casa, tivemos uma queda de 52% no uso do serviço. Esperamos chegar ao mínimo possível, apenas para transportar enfermeiros, médicos, gente que precise trabalhar nesse período de pandemia”, afirmou, em entrevista a jornalistas.
Diariamente, o metrô portenho costuma transportar 1,2 milhão de pessoas. O sistema metroviário de Buenos Aires também faz conexões com trens que levam à Província de Buenos Aires, cuja redução do serviço também passará a ocorrer nos próximos dias.
Rodríguez Larreta, que é do partido do ex-presidente Mauricio Macri, afirmou que está trabalhando em “sintonia total” com o governo kirchnerista no caso do coronavírus. Ambos têm aparecido juntos nas entrevistas coletivas para mostrar coesão política em tempos de crise. As informações são do jornal Folha de S.Paulo.
