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O governo brasileiro admite que uma auditoria da União Europeia possa inspecionar a carne aqui no Brasil e recuperar a confiança na produção brasileira

O ministro Blairo Maggi destacou que a UE cobra critérios mais rígidos de qualidade e de beneficiamento da carne (Foto: José Cruz/Agência Brasil)

O ministro da Agricultura, Blairo Maggi, admitiu que o País poderá receber auditoria externa para tentar recuperar a confiança dos europeus em relação à qualidade da carne brasileira. Ele se reuniu com o comissário para saúde e segurança alimentar da União Europeia, Vytenis Andriukaitis, que sugeriu que auditores europeus venham para o Brasil.

“Falei que não há problema nenhum. Nosso negócio é transparência”, afirmou o ministro. “Eles são grandes clientes nossos. Portanto, temos de tratá-los com muito cuidado. É possível, sim, um auditor externo. Vamos discutir”, completou.

Maggi disse que foi “duro” o encontro com o europeu. Segundo ele, foi uma conversa “com seus percalços”. O ministro destacou que a UE cobra critérios mais rígidos de qualidade e de beneficiamento da carne.

“Estão cobrando posições mais claras do Brasil”, explicou o ministro, acrescentando que o enviado europeu quer detalhes de quais as unidades que tiveram problemas e qual o desvio de cada uma delas.

Na saída, o comissário europeu disse que enviará ao Brasil representantes para acompanhar a fiscalização da produção de carne. Afirmou que a UE exigirá que o País prove que tem controles eficientes e independentes e acrescentou que as explicações do governo brasileiro podem ser até submetidas ao Parlamento Europeu, se necessário. “A suspeita de corrupção é inaceitável. Ainda mais se isso pode comprometer a saúde das pessoas. Aqui ou na Europa. Por agora, vamos continuar mantendo os controles reforçados nos pontos de entrada (na Europa). E vamos mandar auditores o mais cedo possível (ao Brasil), à luz da discussão que tivemos hoje.”

Maggi informou que providenciou todos os pedidos feitos pelos europeus e afirmou que o que foi dito no anúncio da operação pela Polícia Federal contaminou o processo de comunicação no Brasil e no exterior.

“Os consumidores lá fora pensam em carne de papelão e produtos cancerígenos. Isso afetou a mente das pessoas, e o comissário ressaltou essa preocupação.” (AG)

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