Uma comissão de investigação, presidida pelo Instituto Civil de Aeronáutica de Cuba, fará um trabalho “exaustivo” para esclarecer as causas da queda de um avião em Havana na sexta-feira (18), que provocou a morte de 108 pessoas. As informações são do Granma, jornal oficial de Cuba.
Segundo o jornal, mesmo com as chuvas no local, o trabalho de investigação está assegurado. Além disso, o governo informou que o Ministério de Saúde Pública oferecerá ajuda de psicólogos e outros profissionais com experiência em situações traumáticas, e o Ministério do Turismo organizará hospedagem na capital cubana.
Entre as vítimas, três mulheres foram encontradas com vida e foram hospitalizadas em estado grave. Segundo a agência EFE, uma das três mulheres não resistiu aos graves ferimentos e morreu no hospital, elevando para 108 o número de vítimas da tragédia.
Boeing
Em nota, a Boing, fabricante do avião que caiu, expressou condolências às famílias e amigos das vítimas do acidente e desejou recuperação às sobreviventes. A empresa informou que disponibilizou técnicos para ajudar nas investigações do acidente. “A empresa tem uma equipe técnica pronta para ajudar nas investigações, conforme definem as leis dos Estados Unidos e Cuba, e sob a direção do Conselho de Segurança de Transporte dos Estados Unidos e das autoridades cubanas”, diz a nota.
Luto oficial
O governo de Cuba decretou luto oficial de dois dias pelo acidente aéreo ocorrido na sexta-feira em Havana, capital do país, no qual morreram 108 pessoas.
“Por causa do catastrófico acidente ocorrido hoje [sexta-feira], o Conselho de Estado da República de Cuba decretou luto oficial até o dia 20 de maio”, informou a imprensa estatal da ilha.
Durante o período, a bandeira do país permanece em meio mastro nos edifícios públicos e instituições militares.
O Boeing 737 operado pela Cubana de Aviación, alugado junto à companhia mexicana Global Air, caiu com 110 pessoas a bordo pouco depois de decolar do aeroporto internacional de Havana.
Apenas três mulheres sobreviveram ao acidente, mas uma delas morreu posteriormente no hospital devido aos ferimentos. As outras duas seguem internadas em estado grave.
A maioria das vítimas é cubana, mas também havia estrangeiros no voo. Dois argentinos e outros três cidadãos de nacionalidade ainda desconhecida estavam no voo. Além deles, os seis tripulantes eram mexicanos, segundo a Global Air.
Solidariedade
O presidente Michel Temer lamentou o acidente aéreo ocorrido em Cuba. Por meio de seu perfil no Twitter, Temer se solidarizou com os familiares das vítimas e disse que soube da notícia com “profunda tristeza”.
“Estendo a fraternal solidariedade do Brasil aos feridos, às famílias das vítimas e a todo o estimado povo cubano”, escreveu o presidente, na rede social.
