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A sete meses da eleição, o governo federal pretende mexer no programa Bolsa Família. Estuda-se trocar o nome para Bolsa Dignidade

Em todo o Brasil, mais de 13,9 milhões de famílias são atendidas pelo Bolsa Família. (Foto: Reprodução)

O governo pretende mexer no programa Bolsa Família para introduzir o conceito de dignidade, segundo uma fonte a par do assunto. Também se cogitou trocar o nome por Bolsa Dignidade, mas existem dúvidas se isso é possível e avalia-se o risco de eventual repercussão negativa da medida em ano eleitoral. Também está em discussão a possibilidade de pagar um adicional de R$ 20 para os beneficiários que realizarem trabalho voluntário.

Outra proposta em análise é reajustar o Bolsa Família para repor a inflação (que fechou 2017 em 2,95%) e mais parte do aumento do botijão de gás como uma forma de compensar o impacto da alta do produto no orçamento das famílias mais pobres. O último aumento do Bolsa ocorreu em meados de 2016, de 12,5%.

O presidente Michel Temer pediu ao ministro do Desenvolvimento Social, Osmar Terra, para apresentar uma proposta ainda em março, a fim de o aumento possa ser pago dentro de um mês. O ministro quer anunciar a medida antes de deixar o cargo para disputar uma cadeira na Câmara dos Deputados.

Em todo o Brasil, mais de 13,9 milhões de famílias são atendidas pelo Bolsa Família.

Reajuste

O reajuste do Bolsa Família será de no mínimo 2,95% – que foi a inflação oficial registrada em 2017, mais um percentual de forma a compensar o peso da alta do gás de cozinha para as famílias mais pobres, que foi de 16,39% no ano passado. O valor exato ainda está em estudo e depende do aval da equipe econômica. Mas segundo o ministro do Desenvolvimento Social, Osmar Terra, o presidente Michel Temer pediu pressa para fechar a proposta e quer anunciar o aumento do Bolsa ainda em março, a fim de que as famílias comecem a receber no mês seguinte.

“Ainda não temos o percentual fechando, mas a ideia é cobrir a inflação, mais uma parte da alta no preço do botijão”,  disse o ministro.

O último reajuste do Bolsa Família foi de 12,5%, concedido em meados de 2016, logo após a posse do presidente Michel Temer. O programa beneficia atualmente 13,8 milhões de famílias, com com renda por pessoa entre R$ 85,01 e R$ 170,00 mensais, desde que tenham crianças ou adolescentes de 0 a 17 anos.

Segundo o ministro, o governo também estuda incluir algumas condicionantes no programa, como por exemplo, exigência de segundo turno escolar dos filhos, matrícula em atividades esportivas e estágio em empresas privadas no setor de turismo. A ideia é iniciar um projeto piloto no Rio. De acordo dados oficiais, cerca de 55 mil jovens poderão ser beneficiados em favelas incluídas em áreas consideradas críticas no Estado.
Quem pode participar do Bolsa Família

A população alvo do programa é constituída por famílias em situação de pobreza ou extrema pobreza. As extremamente pobres são aquelas que têm renda mensal de até R$ 85,00 por pessoa. As pobres são aquelas que têm renda mensal entre R$ 85,01 e R$ 170,00 por pessoa. As famílias pobres participam do programa, desde que tenham em sua composição gestantes e crianças ou adolescentes entre 0 e 17 anos.

Para se candidatar ao programa, é necessário que a família esteja inscrita no Cadastro Único para Programas Sociais do governo federal, com seus dados atualizados há menos de 2 anos.

Caso atenda aos requisitos de renda e não esteja inscrito, procure o responsável pelo Programa Bolsa Família na prefeitura de sua cidade para se inscrever no Cadastro Único.

E mantenha seus dados sempre atualizados, informando à prefeitura qualquer mudança, como de endereço e telefone de contato e modificações na constituição de sua família, como nascimento, morte, casamento, separação, adoção, etc.

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