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O governo federal não vai prorrogar o uso do Exército contra a paralisação dos caminhoneiros

"Neste momento, não há nenhum elemento que sugira prorrogação da GLO", disse Etchegoyen. (Foto: Cesar Itiberê/PR)

O ministro-chefe do Gabinete de Segurança Institucional, Sérgio Etchegoyen, disse que o governo não prorrogará a autorização para que o Exército atue em GLO (Garantia da Lei e da Ordem). A GLO foi estabelecida no dia 25 de maio e se encerra nesta segunda-feira (4). “Neste momento, não há nenhum elemento que sugira prorrogação da GLO. Decisão é encerrar GLO amanhã [segunda-feira, 4]”, afirmou, após reunião do gabinete de monitoramento do governo.

A GLO concede aos militares a faculdade de atuar com poder de polícia até o restabelecimento da normalidade. De acordo com o general, a avaliação é que o abastecimento, prejudicado com a greve dos caminhoneiros, está completamente normalizado.

Ele afirmou que o governo acompanha “sem alarme” as notícias que circulam nas mídias sociais de que os caminhoneiros poderão fazer protestos nesta segunda em Brasília (DF) e outras cidades. “Estamos acompanhando e verificando o tamanho e consequências dessa eventual mobilização, mas sem nos preocuparmos no ponto do alarme. Todas as notícias são acompanhadas”, disse.

Questionado se o governo acredita que vai haver mobilização, o general disse que a avaliação é que há um quadro de normalidade que não tende a ser modificado. Etchegoyen disse ainda que o governo não está preocupado com a origem das notícias sobre a mobilização, mas sim se ela vai acontecer, e que não lida com “boatos e imprecisões”.

“A internet é um espaço livre em que todos podem entrar, desde modestas dona de casa e trabalhadores. A verdade é que há um movimento na mídia e um acompanhamento nosso, não temos nenhum indício de que isso mude a preocupação do governo”, ressaltou.

Protesto

Quinze caminhões, caminhoneiros e apoiadores se concentraram, neste domingo (3), no estacionamento do Mané Garrincha, em Brasília (DF). Segundo alguns presentes, eles aguardavam um protesto que vem sendo convocado nas redes sociais na capital federal e outras cidades pelo País.  No local, as informações eram desencontradas. Muitas faixas foram penduradas, entre elas uma com os dizeres “Intervenção Militar, Buzine”.

Um dos presentes era o funcionário da construção civil, Ângelo Silva, que se deslocou de Balneário Camboriú (SC) e participou de paralisações nas estradas acompanhando os caminhoneiros. “Vamos fazer uma carreata amanhã, estão chegando mais caminhões, há muita mobilização nas redes sociais”, afirmou.

Um casal com camiseta do Brasil chegou ao local por volta das 12h, mas, frustrados com a pequena quantidade de presentes, foram embora. Antes, deixaram o telefone com um dos participantes para receber informações pelo WhatsApp.

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