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O governo federal prevê a chegada de 400 mil doses da vacina russa no Brasil ainda neste mês

Mais 592 mil doses serão importadas, no total, por Rio Grande do Norte, Mato Grosso, Rondônia, Pará, Amapá, Paraíba e Goiás. (Foto: Divulgação)

O Ministério da Saúde anunciou, nessa quarta-feira (3), que prevê a chegada de 400 mil doses da vacina Sputnik V, desenvolvida pela Rússia contra a covid-19, ainda em março. O Brasil deverá receber ao todo, até maio, 10 milhões de doses da vacina, segundo a pasta.

A vacina ainda não foi aprovada pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa).

Segundo a pasta, a negociação está “em processo das tratativas finais” para a compra da vacina. O contrato é de R$ 639,6 milhões.

A previsão anunciada nesta quarta é uma mudança em relação ao cronograma anterior, que previa as primeiras doses para abril e a entrega final até junho. O ministério afirmou, entretanto, que a nova data ainda pode sofrer mudanças.

Veja a nova previsão de chegada:

— Março: 400 mil (importadas da Rússia);

— Abril: 2 milhões (importadas da Rússia);

— Maio: 7,6 milhões (importadas da Rússia).

Segundo o governo, há expectativa para produção local com a transferência de tecnologia da vacina para a farmacêutica brasileira União Química. As estimativas apontam para 8 milhões de doses da Sputnik V produzidas no Brasil por mês.

Eficácia

A vacina desenvolvida na Rússia é aplicada em duas doses. No mês passado, resultados publicados na revista científica ‘The Lancet’ apontaram que a Sputnik V teve eficácia de 91,6%. A eficácia contra casos moderados e graves da doença foi de 100%.

A vacina também funcionou em idosos: uma subanálise de 2 mil adultos com mais de 60 anos mostrou eficácia de 91,8% neste grupo. Ela também foi bem tolerada nessa faixa etária.

Os pesquisadores – assim como os todos os desenvolvedores de vacinas da covid-19 até agora – só mediram os casos sintomáticos da doença para calcular a eficácia da vacina. Por isso, mais estudos são necessários para determinar a eficácia da vacina em impedir a transmissão da doença.

Os imunizantes desenvolvidos contra o coronavírus até este momento têm tido como função principal impedir casos graves e mortes pela doença – e não necessariamente a sua transmissão.

A vacina é a quarta a ter resultados publicados em uma revista, depois de Pfizer/BioNTech, Oxford/AstraZeneca e Moderna. Quando isso acontece, significa que os dados foram revisados e validados por outros cientistas.

Outra observação feita pelos cientistas é que ainda não é possível determinar a duração da proteção que a vacina oferece, porque os dados foram analisados cerca de 48 dias após a primeira dose.

CoronaVac

O Brasil recebeu, nessa quarta-feira (3), mais 2,5 milhões de doses da CoronaVac. Segundo o Ministério da Saúde, o novo lote é destinado a “vacinar o restante dos trabalhadores da saúde, indígenas do Estado do Amazonas e pessoas de 80 a 84 anos”.

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