O governo do Rio Grande do Sul confirmou para esta terça-feira (03) o pagamento integral dos salários de março dos funcionários vinculados às fundações estaduais. De acordo com o Executivo, são necessários R$ 25 milhões para atender a cerca de 5,4 mil contratos regidos pela CLT (Consolidação das Leis do Trabalho) e que recebem os seus vencimentos sempre no segundo dia útil de cada mês.
Na última quinta-feira (29), o governo pagou os salários de quem ganha até R$ 1,2 mil líquidos, o que corresponde a 62.239 matrículas – 18% do total. No mesmo dia, houve o depósito da terceira parcela já corrigida do 13º salário de 2017 para todos os funcionários do Poder Executivo.
A previsão é quitar os salários dos demais servidores estaduais até o dia 17, de acordo com o ingresso de receita nesse período. A parte líquida da folha do mês de março fechou em R$ 1,185 bilhão, sem considerar os valores das consignações. Ao todo, o Executivo contempla 342 mil vínculos entre ativos, inativos e pensionistas.
Recuperação fiscal
No dia 26 de março, o governador José Ivo Sartori sancionou a lei que autorizou o Rio Grande do Sul a aderir ao RRF (Regime de Recuperação Fiscal). “Agradeço o apoio e a parceria dos parlamentares. Quando deixamos de lado as brigas ideológicas, os ranços e os interesses corporativos sempre conseguimos trabalhar em favor dos interesses do Rio Grande”, afirmou Sartori na ocasião.
“O Regime de Recuperação Fiscal não é a solução de todos os problemas do Estado. Mas é a opção que temos para equilibrar as contas e voltar a crescer. Ele representa o mínimo de governabilidade para os próximos anos porque vai nos dar carência no pagamento da dívida, permitir a busca de novos financiamentos e ajudar a normalizar o pagamento dos salários”, enfatizou o governador.
Sartori disse que o Rio Grande do Sul está se preparando para um novo ciclo de desenvolvimento econômico e social. “E para isso é fundamental o ingresso de dinheiro novo, por meio de financiamentos novos”, destacou.
O governador lembrou que o seu governo reduziu o déficit projetado para o final de 2018 de R$ 25 bilhões para R$ 8 bilhões e renegociou de 6% para 4% os juros da parcela da dívida com a União, que vai diminuir o estoque da dívida em R$ 22 bilhões.
“Trabalhamos muito, mas a travessia ainda não terminou. A caminhada é longa e dura. Precisamos continuar arrumando a casa, fazendo as mudanças que o Rio Grande tanto precisa. Volto a pedir a compreensão das senhoras e dos senhores parlamentares. Mais do que nunca o momento pede união e envolvimento de todos. O Rio Grande do Sul está acima das nossas diferenças. Precisamos, mais do que nunca, trabalhar juntos pelo futuro do Rio Grande”, concluiu o governador.
