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“É um País maravilhoso, que tem tudo para dar certo, mas o grande problema é a nossa classe política”, diz Bolsonaro

Bolsonaro recebeu a Medalha do Mérito Industrial concedida pela Firjan. (Foto: Alan Santos/PR)

No início da semana na qual tenta reorganizar a frágil articulação com o Legislativo para a aprovação de projetos prioritários do governo, o presidente Jair Bolsonaro afirmou, nesta segunda-feira (20), que “o grande problema do Brasil é a classe política”.

Em discurso na Firjan (Federação das Indústrias do Rio de Janeiro), ele repetiu conceitos da mensagem que compartilhou pela internet na sexta-feira (17), segundo a qual o País “é ingovernável” sem os “conchavos” que ele se recusa a fazer. O texto ainda acusava “corporações” de boicotar o seu governo.

“O Brasil é um País maravilhoso, que tem tudo para dar certo. Mas o grande problema é a nossa classe política”, disse ele, ao pedir o apoio do governador do RJ e do prefeito da capital fluminense, Wilson Witzel (PSC) e Marcelo Crivella (PRB), respectivamente. “É nós Witzel, é nós Crivella, sou eu, Bolsonaro, é o Parlamento, em grande parte, é a Câmara Municipal, é a Assembleia Legislativa. Nós temos que mudar isso.”

Nesta semana, o presidente precisa de votos no Congresso para garantir a aprovação de 11 medidas provisórias prestes a expirar. A maioria delas tem relevante impacto econômico e na estrutura administrativa do governo.

Em outra frente, o presidente tentará mostrar que mantém o apoio popular conquistado nas urnas em outubro, quando ele foi eleito com quase 58 milhões de votos. Está marcada para domingo (26) uma série de atos em defesa da gestão de Bolsonaro.

“Cada vez que eu toco o dedo em uma ferida, um exército de pessoas influentes se vira contra mim, buscam de todas as maneiras me desacreditar”, afirmou, conclamando os presentes no evento na Firjan a pressionarem seus parlamentares para votar propostas do governo. “Nós temos uma oportunidade ímpar de mudar o Brasil. Mas não vou ser eu sozinho, apesar de meu nome ser Messias, que vou conseguir.”

O texto compartilhado pelo presidente em seus grupos de WhatsaApp vem sendo usado para incentivar a convocação de apoiadores para as manifestações de domingo. Os atos pedirão a aprovação de pautas do governo, como a reestruturação dos ministérios e a reforma da Previdência.

Em seu discurso na Firjan, Bolsonaro afirmou que não há crise entre os Poderes e voltou a criticar a imprensa. “O que há é uma grande fofoca. E parece que, lamentavelmente, grande parte da nossa mídia se preocupa mais com isso do que com a realidade e o futuro do Brasil”, disse.

Ele criticou, porém, o ritmo das votações no Congresso, dizendo que a convocação das manifestações de domingo foi mais ágil. “O que mais quero é conversar [com o Congresso]. Mas eu sei que tem gente que não quer apenas conversar”, disse.

Bolsonaro recebeu a Medalha do Mérito Industrial concedida pela Firjan por ter editado, segundo a entidade, a medida provisória da liberdade econômica para desburocratizar os investimentos. ​

 

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