Ícone do site Jornal O Sul

O Grêmio desembarcou em Porto Alegre com a taça do Tri. O técnico Renato Portaluppi e o zagueiro Pedro Geromel ergueram o troféu na porta do avião, na pista do aeroporto Salgado Filho

O capitão tricolor posa para fotos ao lado da taça. (Foto: Twitter)

No dia seguinte à conquista do título da Copa Libertadores da América, os atletas do Grêmio ganharam uma recepção especial em Porto Alegre nessa quinta-feira. Ao desembarcarem no Aeroporto Internacional Salgado Filho com a taça do Tri, o treinador Renato Gaúcho e o zagueiro Pedro Geromel ergueram o troféu na porta do avião, na pista do terminal. O elenco seguiu em carreata até a Arena, percorrendo ruas da Zona Norte e Centro de Porto Alegre.

O percurso partiu do portão 8 do aeroporto, que dá acesso à avenida Sertório em direção à avenida Farrapos, de onde seguiu rumo ao Centro da cidade. De lá, deslocaram-se pela avenida Júlio de Castilhos, passando novamente pela Farrapos, até a A. J. Renner, seguindo pela Dona Teodora, e Arena pela Voluntários da Pátria.

Espera

Bastante animados, cerca de 5 mil gremistas, segundo estimativa da Brigada Militar, concentravam-se diante do portão 8 do terminal, na avenida Sertório, na Zona Norte, desde a madrugada.

O time desembarcou na Capital por volta das 8h30min. Após pisarem em solo gaúcho, os tricampeões da Libertadores iniciaram um desfile em uma espécie de “trio elétrico” pelas ruas da Zona Norte e Centro da Capital. Depois, seguiram para a Arena, onde as comemorações com os torcedores prosseguiram com portões abertos.

O Grêmio conquistou o título após vencer o Lanús por 2 a 1 na noite de quarta-feira (29), na Argentina, com gols dos atacantes Fernandinho e Luan, ainda no primeiro tempo – os donos da casa descontaram com Sand, de pênalti, na etapa complementar. No primeiro confronto da decisão, realizado na Arena, o Tricolor havia batido os visitantes por 1 a 0, com gol de Cícero.

Renato Portaluppi

Renato Portaluppi alcançou um feito inédito no Brasil ao conquistar a Copa Libertadores da América como técnico do Grêmio, 24 anos depois de vencer o mesmo campeonato como ponta-direita do Tricolor gaúcho, em 1983. É a primeira vez que um brasileiro ergue o troféu desse campeonato como comandado e como comandante.

Ao vencer o Lanus por 2 a 1 na Argentina, o Grêmio conquistou a sua terceira Libertadores (a segunda foi em 1995, diante do Atlético Nacional de Meddelín, da Colômbia). A proeza de vencer a disputada taça como jogador e técnico colocou o brasileiro em um grupo seleto de sete estrangeiros que fizeram o mesmo ao longo de 57 anos de história do torneio. São cinco argentinos (Humberto Maschio, José Omar Pastoriza, Roberto Ferreiro, Nery Pumpido e Marcelo Gallardo) e dois uruguaios (Luis Cubilla e Juan Martín Mujica).

Por muito pouco, aliás, ele não entrou para esse clube comandando outro time tricolor. Renato era treinador do Fluminense em 2008, quando a equipe enfrentou a equatoriana LDU na final da Libertadores. O clube foi derrotado por 4 a 2 no primeiro jogo, em Quito, mas venceu no Maracanã por 3 a 1. Nos pênaltis, porém, o tricolor carioca desperdiçou três cobranças e amargou o vice-campeonato.

Hoje consolidado como o maior ídolo da história do Grêmio, Renato também é um conhecido personagem carioca, depois de muitas passagens pelos clubes do Rio (Flamengo, Fluminense e Botafogo), dentro e fora das quatro linhas. No rubro-negro, consagrou-se com a Copa União de 1987 e a Copa do Brasil de 1990. Ele foi campeão carioca em 1995 pelo Fluminense com um célebre gol de barriga sobre o Flamengo.

Renato também foi treinador do Fluminense, em cinco oportunidades e do Vasco em duas ocasiões, mas a sua trajetória foi marcada pela irregularidade, com boas campanhas ao longo de torneios, alguns vice-campeonatos importantes, muitas demissões e apenas um título: a Copa do Brasil de 2007, à frente do tricolor das Laranjeiras.

Sair da versão mobile