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O Instituto Butantan entregou 600 mil doses da CoronaVac ao Ministério da Saúde

A remessa foi envasada em São Paulo. (Foto: Divulgação/GOVSP)

O Instituto Butantan entregou no domingo (28 de fevereiro) mais 600 mil doses da CoronaVac ao PNI (Plano Nacional de Imunizações), do Ministério da Saúde. Com o último lote entregue, o total chega a 3,753 milhões.

Mais lotes serão enviados nos próximos dias. O governador de São Paulo, João Doria (PSDB), divulgou em 23 de fevereiro calendário previsto para o envio das remessas.

– 23 de fevereiro: 1,2 milhão de doses;

– 24 de fevereiro: 900 mil doses;

– 25 de fevereiro: 900 mil doses;

– 26 de fevereiro: 900 mil doses;

– 28 de fevereiro: 900 mil doses;

– 2 de março: 600 mil doses;

– 4 de março: 500 mil doses;

– 5 de março: 600 mil doses.

As doses enviadas fazem parte do lote de imunizantes envasados no Brasil com o IFA (insumo farmacêutico ativo) enviado pela farmacêutica chinesa Sinovac. Dimas Covas, diretor do Butantan, declarou que “8.200 litros de insumo da vacina” devem chegar até 2 de março. Com o novo lote, mais 3 milhões de doses poderão ser produzidos.

O Ministério da Saúde fechou em 16 de fevereiro a compra de 54 milhões de doses da CoronaVac. No ano passado, outras 46 milhões já haviam sido adquiridas. Ao todo, a pasta receberá 100 milhões.

Dimas Covas também afirmou que os resultados dos primeiros testes sobre a efetividade da coronavac contra a variante brasileira do coronavírus devem sair na próxima semana. “O teste da utilização contra a variante P1 [brasileira] está sendo feito no Butantan e brevemente, até o final da próxima semana, vamos ter os primeiros resultados”, afirmou. “Com relação à variante inglesa e à variante sul-africana, foram feitos testes lá na China e, embora ainda não divulgados oficialmente, os resultados foram muito positivos.”.

Goiás

Os leitos de UTI voltados a pacientes com covid-19 em hospitais públicos de Goiás alcançaram 95,74% de ocupação. O número foi divulgado hoje no balanço atualizado da Secretaria Estadual de Saúde. O crescimento na taxa de ocupação dos leitos e nos registros de casos suspeitos, que ultrapassam os 335 mil, obrigou a governo do estado a endurecer as medidas restritivas. A Secretaria de Saúde informa que Goiás dispõe apenas de 17 leitos de UTI livres, de um total de 407. Com relação aos leitos nas enfermarias, a taxa de ocupação chegou aos 82,16%, o que significa que, das 439 unidades, 373 estão ocupadas.

A alta taxa de ocupação dos leitos obrigou o estado de Goiás a endurecer as medidas de isolamento social. Ontem, o governador Ronaldo Caiado (DEM) recebeu gestores da Grande Goiânia para firmar o começo de um novo protocolo. O endurecimento das regras começa amanhã e tem duração de sete dias. Após o prazo, será realizada uma avaliação pelas administrações municipais sobre a necessidade de prorrogar a medida por mais sete dias. O acordo determina o fechamento de todas as atividades não essenciais.

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