Imóveis apreendidos pela Operação Lava Jato e que pertenciam ao ex-doleiro Alberto Youssef foram a leilão encerrado na última segunda-feira. De acordo com o site Canal Judicial, foram vendidos 81 imóveis, o que somou 8,9 milhões de reais.
Localizado na cidade de Aparecida, em São Paulo, os 73 apartamentos do Hotel San Diego Express Aparecida foram leiloados por 8,4 milhões de reais. Nas oito cotas de apartamentos no Hotel Connect Smart, em Salvador, na Bahia, foram arrecadados 450 mil reais. Essa é a segunda vez em que os imóveis foram levados a leilão, após baixa procura em uma primeira oferta. Eles foram arrematados com descontos de até 50% nos preços.
Os recursos arrecadados serão depositados em uma conta judicial, conforme determinação do juiz federal Sérgio Moro, e devem em seguida ser destinados à Petrobras, principal lesada pelo esquema de corrupção operado por Youssef.
O doleiro, que foi condenado na Lava-Jato a mais de 100 anos de prisão em vários processos e atualmente cumpre pena em regime aberto, abriu mão do direito a uma série de bens, incluindo os imóveis agora leiloados, quando assinou seu acordo de delação premiada com o MPF (Ministério Público Federal).
Acordos
A Petrobras informou ter recebido por meio de ressarcimento de valores, desde o início da Operação Lava-Jato, em 2014, mais de 800 milhões de reais.
No dia 27 de outubro, a empresa recebeu 81 milhões de reais da empresa britânica Rolls-Royce, que firmou acordo de leniência com o Ministério Público Federal, no âmbito da Lava-Jato. Outros dois acordos de colaboração premiada resultaram no reforço de mais R$ 5,8 milhões ao caixa da companhia, englobando 1,7 milhão de reais devolvidos pelo ex-diretor da área Internacional Nestor Cerveró e 4,1 milhões de reais, pelo ex-presidente da Transpetro, Sérgio Machado, informou a nota.
“A Petrobras seguirá adotando medidas jurídicas contra empresas e pessoas, inclusive ex-funcionários e políticos, que causaram danos financeiros e à imagem da companhia”, destaca o texto. A Petrobras é autora, com o Ministério Público Federal e a União, em 13 ações de improbidade administrativa em andamento, além de atuar como assistente de acusação em 41 ações penais.
“A companhia trabalha em estreita parceria com as autoridades que conduzem a Operação Lava Jato e é reconhecida por tais autoridades, inclusive pelo próprio MPF e pelo Supremo Tribunal Federal, como vítima da corrupção investigada. A Petrobras continuará colaborando com as autoridades e buscará o ressarcimento de todos os prejuízos causados em função dos atos ilícitos cometidos contra a companhia”, afirma a nota divulgada pela empresa.
