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O líder do Movimento dos Trabalhadores Sem Terra, João Pedro Stédile, disse que “Lula vai se entregar, mas não é o fim”

O líder do MST afirmou que dois dos alvos preferenciais nas cidades devem ser sedes da Justiça e sucursais da TV Globo. (Foto: Agência Brasil)

O líder do MST (Movimento dos Trabalhadores Sem Terra), João Pedro Stédile, comentou na noite dessa quinta-feira a decisão do juiz Sergio Moro de ordenar a prisão do ex-presidente Lula. Segundo ele, Lula vai cumprir a decisão e se entregar à Polícia Federal até as 17h de sexta-feira, mas isso “não é o fim”.

Nós vamos sofrer uma derrota com a prisão do Lula, mas vamos dar o troco. Vamos libertar o Lula. E depois teremos a campanha eleitoral”, disse o comandante do grupo, em transmissão ao vivo pelo Facebook do movimento. Ele disse que a posição do MST e dos grupos que integram as frentes Brasil Popular e Povo Sem Medo é começar, nesta sexta-feira, uma série de manifestações pelo País para que o petista seja posto em liberdade

A única força capaz de libertar o Lula é se nós conseguirmos fazer grandes manifestações de massa, se o povo for para a rua”, completou. Stédile disse que o Judiciário “provou ser golpista” e não deve ser confiado, apesar de armar que os defensores do ex-presidente devem apresentar um habeas corpus contra a decisão tão logo ela seja confirmada. “Estamos orientando a nossa militância a se programar para fazer grandes atos políticos nas praças, no sistema judicial e nas praças, protestando contra a prisão”. O líder do MST afirmou que dois dos alvos preferenciais nas cidades devem ser sedes da Justiça e sucursais da TV Globo.

Protesto

Uma multidão de apoiadores do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva se concentrou no entorno do Sindicato dos Metalúrgicos do ABC, em São Bernardo do Campo (SP), em protesto contra o mandado de prisão expedido pelo juiz federal Sérgio Moro. Desde as 19h dessa quinta-feira, as pessoas começaram a se reunir no local e, por volta das 21h, uma marcha composta por integrantes da ocupação Povo Sem Medo – de São Bernardo do Campo – chegou à porta do sindicato.

Os manifestantes carregam faixas com mensagens de apoio a Lula e gritam “aqui está o povo sem medo de lutar”. O ex-presidente apareceu na janela do sindicato para cumprimentar seus apoiadores, mas não falou com a imprensa nem com o público. Os senadores Gleisi Hoffmann e Lindbergh Farias e a ex-presidente Dilma Rousseff, além do presidente estadual do Partido dos Trabalhadores, Luiz Marinho; do coordenador do MTST e candidato à Presidência da República pelo PSOL, Guilherme Boulos; e do advogado de Lula, Cristiano Zanin, também estavam no prédio.

Zanin falou com a imprensa e disse que a expedição do mandado de prisão contraria decisão proferida pelo próprio Tribunal Regional Federal da 4ª Região de que deveria se esperar o término de todos os recursos possíveis de serem apresentados a este tribunal, o que ainda não ocorreu. Além disso, segundo o advogado, a defesa não foi intimada do acórdão que julgou os embargos de declaração em sessão de julgamento ocorrida em 23 de março deste ano. A senadora Gleisi Hoffmann considerou a ordem de prisão uma “obsessão” de Moro em relação a Lula.

Conforme a decisão de Moro, Lula terá até as 17h dessa sexta-feira para se apresentar em Curitiba à Polícia Federal. O senador Lindbergh Farias, entretanto, disse que Lula não definiu se vai cumprir a ordem voluntariamente.

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