O mal de Parkinson, transtorno neurológico responsável pela morte do boxeador Muhammad Ali, foi o resultado de uma carreira de mais de três décadas no esporte, segundo especialistas. “Hoje nós sabemos que golpes repetidos alteram as células nervosas, especialmente em um cérebro que não descansou”, afirmou Andre Monroche, chefe da comissão médica da Federação Francesa de Esportes de Contato.
Ali foi diagnosticado com Parkinson em 1984, aos 42 anos, três anos depois de ter se aposentado. Na época, especialistas falaram de “demência pugilística” para descrever os danos cerebrais observados em esportistas que acumulam múltiplos impactos violentos ao longo de suas carreiras. Diversos estudos médicos alertaram sobre as consequências do boxe e de outros esportes nos quais a cabeça recebe impactos frequentes. (AFP)
