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O México pretende começar a vacinar a sua população contra o coronavírus na próxima semana

Campanha será voltada inicialmente aos profissionais da saúde, com a expectativa da aplicação de 125 mil doses até o fim do ano. (Foto: Reprodução)

O presidente do México, Andrés Manuel López Obrador, disse na terça-feira (8) que o país começará sua campanha de vacinação contra a covid-19 na semana que vem. Nesta primeira fase, o governo anunciou a aplicação de 125 mil doses da vacina em profissionais da saúde antes do fim do ano.

O país deve receber, a partir da próxima semana, 250 mil doses da vacina da Pfizer e BioNtech, informou o presidente em um evento oficial. O imunizante é o mesmo que foi aprovado na semana passada pelo Reino Unido, e que começou a ser aplicado na terça no país europeu.

A vacinação no México será gratuita, disse o vice-ministro da Saúde, Hugo López Gatell. Ele especificou que as vacinas serão distribuídas em grupos separados por idade e que pessoas com mais de 60 anos receberão suas doses a partir de fevereiro.

Em seguida, pessoas com 50 anos ou mais serão vacinadas em abril e as com mais de 40, em maio. A expectativa é que toda a população esteja vacinada até o fim de 2021. O país tem acordo com quatro fabricantes que garantem a compra de 220 milhões de doses.

Emirados Árabes

Os Emirados Árabes Unidos anunciaram, nesta quarta-feira (9), que registraram oficialmente uma das vacinas desenvolvidas pela estatal chinesa Sinopharm contra a covid-19. A eficácia da vacina foi de 86% após uma análise preliminar, anunciou o Ministério da Saúde do país. Além disso, teve 100% de eficácia para prevenir casos moderados e graves da doença.

Os Emirados Árabes eram um dos países onde a vacina estava sendo testada; o imunizante não tem testes no Brasil.

Na prática, se uma vacina tem 86% de eficácia, isso significa dizer que 86% das pessoas que tomam a vacina ficam protegidas contra aquela doença.

Segundo o Ministério da Saúde emiradense, o registro foi uma resposta feita a um pedido da própria Sinopharm. O órgão disse que “revisou a análise provisória” feita pela empresa dos dados de fase 3 para chegar às conclusões sobre a eficácia.

A análise também não mostrou problemas de segurança graves na vacina, de acordo com o órgão.

A “versão” aprovada do imunizante é a produzida pelo laboratório da empresa em Pequim – uma outra, diferente, está sendo desenvolvida pelo laboratório da mesma farmacêutica em Wuhan, cidade onde o primeiro caso de covid no mundo foi registrado. Ambas as vacinas usam o vírus inativado para induzir imunidade e são aplicadas em duas doses.

Nenhuma das candidatas tem testes no Brasil; em solo brasileiro, a candidata da China que tem ensaios clínicos é a CoronaVac, desenvolvida pela Sinovac. O governo de São Paulo anunciou o início da vacinação com o imunizante para 25 de janeiro no Estado.

A vacina da Sinopharm já tinha autorização de uso emergencial nos Emirados Árabes desde setembro – para proteger trabalhadores da linha de frente, com mais risco de contrair a covid-19. Os ensaios de fase 3 no país incluíram 31 mil voluntários de 125 nacionalidades.

Agora, o país conduz testes de segurança e eficácia pós-autorização. Segundo o Ministério da Saúde local, esses estudos mostram perfis de segurança e eficácia semelhantes aos da análise provisória.

No Brasil, outras três vacinas estão sendo testadas em fase 3: a de Oxford, a da Johnson e a da Pfizer – que já foi aprovada para uso no Reino Unido e começou a ser aplicada na população britânica.

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